O Pensamento – palestra 26.03.26
O Pensamento CELC 26.03.26 Ananda O que é o pensamento, é material ou imaterial? O pensamento é um atributo do meu espírito, do meu períspirito ou do meu corpo físico? Como se dá a transmissão de pensamento? O pensamento tem poder? Quantos pensamentos permeiam nossa mente por dia? Os espíritos veem nossos pensamentos? O homem é o que pensa? O que fazer para pensar melhor então? *O que é o pensamento? Eu fiz uma sequência de perguntas sobre o pensamento para a IA, e após ela me dizer que quem gerava o pensamento era o cérebro e etc… eu perguntei: Então quando eu morrer, eu paro de pensar? “A morte é o fim da atividade cerebral consciente, o que cessa o pensamento e a percepção do eu”. Essa cessação da consciência é um aspecto fundamental da mortalidade física, onde, do ponto de vista biológico, o cérebro deixa de processar informações, resultando no fim de pensamentos e sentimentos. Perspectiva Física: Com a interrupção das funções cerebrais, a capacidade de pensar, sentir e ter autoconsciência termina. Medo da Inexistência: A ansiedade sobre a morte geralmente envolve o receio de cessar a existência e o medo do vazio (o “não ser”). Valorização da Vida: Pensar na finitude pode funcionar como uma reflexão para valorizar o tempo presente e viver melhor. Abordagem Psicológica: A preocupação constante com a morte pode indicar ansiedade, mas a compreensão da finitude é parte da natureza, e focar no presente ajuda a superar o medo do futuro. Se você estiver passando por momentos difíceis, é importante procurar apoio emocional ou profissional. O medo da morte não precisa dominar sua vida. Foi quando me deparei com os perigos de uma visão materialista da vida. Ela tentou relativizar a ideia da finitude caso alguém estivesse pensando em suicídio. Mas convenhamos, a resposta dela é uma porta aberta para o suicídio. Se eu paro de pensar quando morro, paro de sofrer, então vou acabar com isso logo, afinal, qual o intuito disso, já que vou acabar mesmo? Doce ilusão … Mais pra frente vamos voltar e falar um pouco sobre isso. Hipócrates, o pai da Medicina disse: “Somos o que comemos” e “"Que o teu alimento seja o teu remédio e que o teu remédio seja o teu alimento". Buda disse: "Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com os nossos pensamentos. Com os nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo." René Descartes, nos trouxe a famosa "Penso, logo existo", que coloca a ênfase na capacidade de pensar como prova da existência. E a Doutrina Espírita nos esclarece, que somos a soma do que pensamos, falamos, comemos, fazemos! Nossa conduta é que nos define. Afinal não posso reduzir o meu ser apenas ao que eu penso; sou espírito, que observa, ou que tem a capacidade de observar meu pensamentos. Quem aqui observa os próprios pensamentos? No Artigo do Reformador de Abril de 2012 de título Conduta e Enfermidade, ele diz: O pensamento é poderosa força que escapa aos meios de percepção normais (visão, audição, tato, paladar e olfato), como aos recursos de avaliação da Ciência terrena; entretanto, para os que se dedicam ao estudo sério, não somente das forças psíquicas, como da alma em geral, esse poder é notório e concentra em si as razões de muitos efeitos aparentemente atribuídos a causas puramente físicas, quando em realidade têm nele a sua origem. (parece que aconteceu por meios físicos, mas, na verdade, foi pela força do pensamento). * E de onde vem o pensamento, quem produz o pensamento? Vamos relembrar: somos um ser trino: Espirito, Perispírito e corpo físico. Espírito: o princípio inteligente e a individualidade, acumula experiências e evolui através de múltiplas encarnações. No plano espiritual, o Espírito continua a aprender e progredir. Perispírito: é o corpo espiritual ou energético que envolve o Espírito. É um elo entre o Espírito e o corpo físico e é através dele que o Espírito age sobre o corpo e percebe o mundo material. É constituído de uma matéria mais sutil e pode ser modificado pela evolução do Espírito (tem uma constituição diferente em cada mundo) Também carrega marcas das experiências e ações do Espírito. Corpo Físico: é o invólucro material temporário que permite ao Espírito interagir com o mundo físico, estando sujeito às leis biológicas e físicas do mundo material, é necessário para o aprendizado e evolução do Espírito durante a encarnação. De acordo com a ideia materialista: “O pensamento se dá no cérebro, é o resultado da comunicação entre os neurônios, que trocam informações através de impulsos elétricos e substâncias químicas chamadas neurotransmissores.” Vocês concordam? Quando desencarnamos, qual parte do nosso ser se desfaz, acaba? O corpo físico. O Espírito e o Perispírito continuam a existir. Qual a parte do nosso ser que pensa, sente e tem vontade? O espírito, que se comunica através do perispírito. O cérebro faz parte de qual parte do meu ser? Então, se assim for, quando desencarnamos, paramos de pensar? O pensamento é produzido pela mente, pelo espírito, é a expressão da inteligência, da vontade e dos sentimentos do ser espiritual e através do cérebro manifestamos ideias e pensamentos no plano físico. No plano espiritual, sabemos que o pensamento é para o espírito o que as mãos são para nos encarnados. Não tem barreiras, por isso lá pensou já acontece. * No livro O perispírito e suas modelações, de Luiz Gonzaga Pinheiro, temos o seguinte no cap. 27, Pensamento – Agente modelador: Comandando o cérebro está a mente, manancial dos nossos pensamentos. Quando a mente lança um pensamento no ar, materializa uma onda de natureza sutilíssima, cujo comprimento e vitalidade dependem da potência mental e da constância no pensar. Essa onda pode ser captada por uma outra estação mental, quando lhe sintonize, mantendo-se ambas em comunhão, absorvendo e fazendo se absorver, em troca de ideias geradoras de sombras ou luminosidade, conforme seja o teor da mensagem intercambiada. (sintonia com espíritos encarnados ou não) O pensamento possui a propriedade de modelar formas e imagens, sendo estas, efêmeras ou duradouras, a depender das energias que as alimentem. Vibrando nos acordes do amor, ilumina o perispírito, dando-lhe leveza, fazendo com que tais energias dele se volatizem, sem deixar qualquer nódoa ou mancha prejudicial. No sentido oposto, detendo-se no ódio, as energias hostis que o alimentam, deixam resíduos indesejáveis, fuligem cáustica no tecido perispiritual, cuja drenagem geralmente se faz através do corpo físico, em formas patogênicas diversas. O corpo físico funcionando qual aspirador ou mata-borrão para os fluidos densos acumulados no perispírito, atrai para si as mazelas resultantes do descontrole do Espírito. Grande é a responsabilidade com o nosso pensar. O pensamento, sempre antecedendo a ação, nos indica serem o seu controle uma regra áurea para as boas construções. Quando são selecionados e sintonizados com o bem, agem como bisturis removendo os hematomas perispirituais, em cirurgias plásticas modeladoras. Jamais afastaremos os hábitos seculares anti-fraternos sem a renovação dos pensamentos. Pensamento e vida – Emmanuel – Cap 1 “O espelho da vida” A mente é o espelho da vida em toda parte. (nossa realidade externa, atitudes e experiências são reflexos do nosso mundo interior, pensamentos e crenças) Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina. (A evolução do pensamento de acordo com evolução da vida). O reflexo esboça a emotividade. A emotividade plasma a ideia. A ideia determina a atitude e a palavra que comandam as ações. Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.(a troca de pensamentos é compulsória.) Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos. (Mergulhados no fluído cósmico universal, quando desejo mal a alguém, estou respirando essa imagem, do mal; se estou orando pelo bem de alguém vou respirar esse bem. O que será que estamos assimilando quando assistimos, lemos, ouvimos as notícias escabrosas do mundo, ou conteúdos perniciosos? O que fazemos pode ser usado como exemplo pra outras pessoas assim como copiamos muitas vezes aquilo que não suportamos no outro, porque assimilamos) Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos escravizam e, através delas, incorporamos o influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso. (A mente é neutra, vai ser ruim ou boa de acordo com o que você escolhe fazer com ela. A vida que eu levo é a vida que eu reflito na minha mente. Copiamos forma de falar, de se vestir, TV, redes sociais… precisamos lembrar da questão 625 do Livro dos Espíritos: Qual o tipo mais perfeito que Deus já ofereceu ao homem para lhe servir de guia e modelo? “Jesus.”) O reflexo mental mora no alicerce da vida. (como está minha vida? O que tenho feito? O alicerce da vida é o meu propósito, minha função, aspirações). Ideoplastia e criações fluídicas (site do Instituto de difusão Espírita de Juiz de Fora) O Princípio Inteligente (PI) através de sua longa viagem pelos Reinos da Natureza, foi desenvolvendo características e aptidões importantes e indispensáveis para a sua evolução. Funções rudimentares e simples, se transformaram, com o passar do tempo, em funções cada vez mais especializadas e complexas. Da função desenvolvida por uma única organela celular tivemos o aparecimento de maravilhosos e competentes aparelhos e sistemas orgânicos. Tudo isso exigiu um controle eficiente e preciso; assim o princípio inteligente foi desenvolvendo simultaneamente o sistema nervoso, para desempenhar esta tarefa. Após milênios, de evolução estava pronto o espetacular órgão do corpo humano, o cérebro, que passou a ser o dirigente e o gerente de cada repartição do corpo físico do homem. O Cérebro: Ao nascimento, o cérebro humano pesa aproximadamente 500 gramas e possui cerca de 100 milhões de neurônios (células nervosas). No adulto o cérebro pesa aproximadamente 1500 gramas e tem também cerca de 100 milhões de neurônios. Sabemos, que a partir do nascimento, o homem vai desenvolvendo cada vez mais as suas aptidões, e este desenvolvimento, como vimos, não decorre da multiplicação das células nervosas. Hoje sabemos que este fato se dá pelo aumento crescente da união entre estas células, ou seja, de sinapses nervosas (nome que a Ciência dá à união entre as células nervosas). Assim, o que diferencia o cérebro de uma criança do cérebro de um adulto é o número de sinapses nervosas. A Ciência atual aceita que a maior ou menor aptidão cerebral, se deve ao maior ou menor número de sinapses nervosas. Podemos também estender estes conhecimentos aos animais, diferenciando-os em aptidões de acordo com o número de sinapses nervosas. O que é muito interessante, é que o fator determinante para termos mais ou menos sinapses é diretamente proporcional ao exercício e ao estímulo constante ao sistema nervoso, e também, que essa capacidade de formar sinapses, ao contrário que muitos pensam, é a mesma do nascimento ao túmulo, ou seja, independe da idade do indivíduo demonstrando cientificamente que, realmente, nunca é tarde para estudar e aprender. Qualquer atividade nossa é comandada pelo cérebro, desde as mais simples, como o piscar dos olhos, até as mais complexas como escrever, falar, etc. Se acompanharmos a evolução do princípio inteligente, vamos observar que as aptidões após serem conquistadas, são armazenadas como patrimônio eterno do ser. À medida que aptidões mais complexas se desenvolvem, as mais simples passam ao controle do inconsciente (automatismo). Podemos assim dizer que: o cérebro comanda o nosso corpo físico utilizando-se de ordens conscientes (falar, escrever, andar, etc.) e ordens inconscientes (piscar os olhos, bater o coração, respirar, etc.). A Ciência da Terra consegue explicar como ocorrem as alterações cerebrais diante de um estímulo, qual a área do cérebro responsável pelo controle de certa função orgânica, explica como a ordem, partindo do cérebro, atinge o órgão efetor. A Ciência terrena se perde quando não consegue entender o motivo pelo qual, a um mesmo estímulo, duas pessoas respondem de forma tão diferente em certas circunstâncias. Por que duas pessoas ao ouvirem uma mensagem ou uma música, uma chega às lágrimas, enquanto a outra, mostra-se indiferente? Para entendermos este aspecto, temos de recorrer à ciência não convencional. O Espiritismo nos explica este fato com clareza. Nós espíritas sabemos a diferença entre um Espírito encarnado e outro Espírito desencarnado, e entre outras coisas, que o encarnado por precisar atuar sobre a matéria densa, necessita do corpo físico. A Doutrina Espírita, nos ensina que o corpo físico desde o momento da concepção é formado tendo como molde o perispírito. Nosso corpo físico é uma cópia de nosso corpo perispiritual (réplica rudimentar). Guardando certos limites, podemos afirmar que o cérebro humano é uma réplica do cérebro perispiritual, e que este cérebro físico seria rudimentar quando comparado ao cérebro perispiritual, pois nem todas as características são passadas ao corpo físico, mas apenas as possíveis e necessárias a cada reencarnação. Seriam dois computadores de gerações diferentes. O Pensamento: A ciência espírita nos ensina que a ordem realmente nasce na vontade do Espírito que, por uma vibração nervosa faz vibrar certa região de nosso cérebro perispiritual e este emite uma outra vibração nervosa que faz a área correspondente no cérebro físico emitir uma ordem ao órgão efetor do corpo físico. Ou seja, quem realmente responde ao estímulo do meio é o Espírito, e a resposta ganha o corpo físico através do perispírito. O Espírito pensa e manda, o perispírito transmite e o corpo físico materialmente responde. No exemplo que citamos, o Espírito ao ouvir a mensagem ou a música responde ao estímulo. Após julgá-lo utilizando-se de todo seu patrimônio moral e intelectual, adquirido em reencarnação sucessiva, explicando assim a resposta diferente de dois Espíritos ao mesmo estímulo. Ou seja, ocorre na matéria a exteriorização de tudo aquilo que existe no Espírito como um todo. Albert Einstein afirmava que todos nós vivemos em um Universo de energias, que a matéria é, na verdade, a apresentação momentânea da energia, como a água, pode apresentar-se em seus três estados (sólido, líquido e gasoso). O sábio cientista nos ensinou que toda fonte de energia propaga sua influência no Universo através de ondas (ex.: fonte de calor com ondas de calor, fonte sonora com ondas sonoras, fonte luminosa como ondas de luz, etc.), e que esta influência vai até ao infinito. Ao campo de influência, existente ao redor de toda fonte de energia (matéria), a Ciência deu o nome de "Campo de influência de Einstein". Se analisarmos o campo de influência de uma fonte de energia, vamos conseguir deduzir aspectos importantes desta fonte, mesmo sem conhecê-la diretamente (o estudo feito pelos astrônomos com a irradiação emitida das estrelas). Cada fonte de energia tem o seu campo de influência próprio. Quando o Espírito pensa, estando encarnado ou não, pois como vimos, quem pensa é o Espírito e não o cérebro físico, ele funciona como uma fonte de energia, criando as ondas mentais (partículas mentais) gerando em torno de si o “Campo de influência da Mente Humana”, conhecido com o nome de hálito mental, como nos ensina o autor espiritual André Luiz. Como cada um de nós pensa de acordo com o seu patrimônio intelecto-moral, emitimos ondas mentais diferentes, ou seja, cada um de nós tem o seu Hálito Mental próprio (Hálito Mental Individual). Projetamos constantemente uma vibração nas partículas que compõem nosso perispírito de acordo com a nossa evolução (cor, cheiro, sensação agradável ou desagradável a alguém que se aproxima de nós, etc.). A espiritualidade nos ensina que um grupo de Espíritos (encarnados ou desencarnados) que pensa da mesma forma (evolução semelhante) formam um Hálito Mental de um Grupo (Hálito Mental de uma Coletividade). OBS: Vivemos permanentemente imersos num campo vibratório global (psicosfera planetária), resultante dos pensamentos de todas as criaturas existentes, encarnadas ou desencarnadas. (+ de 7,9 bilhões encarnados, somando + de 39 bilhões então). Ele é o universo mental que nos envolve e de cuja influência não nos poderemos eximir, malgrado nosso. Emitimos continuamente energias mentais e, por nossa vez, as recebemos dos semelhantes. (De acordo com o E.S.E no cap 3 item 4, a Terra é um mundo de expiação e de provas, onde o mal domina. Sendo assim podemos imaginar como é a psicosfera daqui né?). Basta pensarmos no dia de hoje, qual foi o teor da maior parte dos meus pensamentos? Então, para mudarmos o nosso padrão de pensamento, e então a nossa conduta, teremos que nadar contra a corrente, vejam que a força contrária é maior. Eis o motivo de escolhermos onde vamos permanecer, frequentar. Quando Jesus afirmou “sois deuses” (João, 10:34), referia-se ao poder criador do pensamento de que a grande maioria dos homens sequer suspeita e, muito menos, sabe aplicar conscientemente. (Poder do Pensamento) Com ele poderemos atrair o bem e o mal, a ventura ou o infortúnio, a enfermidade ou a saúde, criando forças de atração ou repulsão que nos atingirão a estrutura sensível do perispírito. (muitos buscam usar o poder do pensamento de forma errônea, em coisas que, ao nosso ver seriam boas pra nós, mas que lá na frente, pode vir a ser motivo de infortúnio. A importância de sempre nos colocarmos submissos à vontade de Deus). Como vimos, a energia de uma fonte se propaga através de ondas. A Física nos ensina que o que diferencia uma onda de outra, são suas características físicas como: amplitude, frequência, comprimento, etc. Assim, uma onda seria luminosa, outra de calor, outra sonora, outra mental, segundo estas características físicas. Para simplificarmos a análise, utilizaremos apenas a frequência de uma onda, ou seja, o número de ciclos em determinado tempo (ciclos por segundo). Assim teríamos ondas de alta, média e baixa frequência por exemplo. A física nos ensina por ex.: emissoras de rádio que emitem ondas de mais elevada frequência atingem maior distância de seu sinal. A espiritualidade nos ensina que esta lei é obedecida na Ciência espiritual, ou seja, quanto mais evoluído moralmente é o Espírito (encarnado ou desencarnado) mais alta é a frequência de suas ondas mentais. Assim Espíritos muito evoluídos emitem ondas de altíssima frequência (maior o seu campo de influência) e Espíritos pouco evoluídos, ondas de baixa frequência (menor o campo de influência). Assim, obedecendo a uma lei física, podemos afirmar que o poder de influência do Bem é muito maior do que do Mal. A Física da Terra nos ensina que fontes que emitem ondas de frequências iguais se atraem e fontes que emitem ondas de frequência deferentes se repelem. Assim também ocorre com o Espírito, esteja ele encarnado ou não. O local (dimensão) do Universo onde Espíritos que emitem o mesmo tipo de Hálito Mental se encontram recebe o nome de Faixa vibratória ou Faixa de Pensamento ou Faixa de Influência. Quando se acha em uma faixa vibratória, o Espírito que aí está atrai e é atraído para esta faixa, ou seja, alimenta e é alimentado dos sentimentos dessa faixa de pensamentos ou de sentimentos. Devemos nos burilar, no sentido de sempre estarmos em faixas vibratórias mais evoluídas; tudo depende dos sentimentos (ondas) que criamos diuturnamente. ** É difícil né, mas se pudéssemos ver os fluidos que emitimos, com certeza nos esforçaríamos mais para melhorar a qualidade do mesmo. As vezes a gente até tá vibrando bem, mas uma pequena interferência já invade nossa psicosfera e passamos a fazer a troca e fortalecer ainda mais os fluidos perniciosos do outro (encarnado ou não) observem uma briga, um ambiente hostil ou uma roda de fofoca, são raros os que interferem para apaziguar ou para quebrar o assunto maledicente, ou para trazer luz. A maioria das vezes nós entramos na onda. Onde há luz, não há trevas. O que acontece é que nossa luz, na maior parte do tempo tá meio capenga, tá sofrendo interferência, tá com mal contato. Gênese cap14, itens 14 e 15 Os Espíritos atuam sobre os fluidos espirituais, não manipulando-os como os homens manipulam os gases, mas empregando o pensamento e a vontade. Para os Espíritos, o pensamento e a vontade são o que é a mão para o homem. Pelo pensamento, eles imprimem àqueles fluidos tal ou qual direção, os aglomeram, combinam ou dispersam, organizam com eles conjuntos que apresentam uma aparência, uma forma, uma coloração determinadas; mudam-lhes as propriedades, como um químico muda a dos gases ou de outros corpos, combinando-os segundo certas leis. É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual. Algumas vezes, essas transformações resultam de uma intenção; doutras, são produto de um pensamento inconsciente; basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária (melodia), para que esta repercuta na atmosfera. Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; eles nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Pode-se pois dizer, sem receio de errar, que há, nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e vibrações sonoras. Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a ideia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar; o pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito. Em Ação e Reação (Obra de André Luiz), no Cap 14 mostra: Ildeu planejava o assassinato da esposa Marcela durante a noite para que se passasse por suicídio, e os bons espíritos que acompanhavam a família conseguiam ver todo o plano da mente dele: Revestindo-lhe todo o cérebro, surgia a cena do assassínio, calculadamente prevista, movimentando-se em surpreendente sucessão de imagens… Oh! Se as criaturas encarnadas tivessem consciência de como se lhes exteriorizam as ideias, certamente saberiam guardar-se contra o império do crime! O irrefletido pai pensava demandar o aposento dos filhos, para trancá-los à chave, de maneira a evitar-lhes o testemunho, quando Silas, de improviso, avançou para o leito das meninas e, utilizando os recursos magnéticos de que dispunha, chamou a pequena Márcia, em corpo espiritual, a rápida contemplação dos pensamentos paternos. A criança, em comunhão com o quadro terrível, experimentou tremendo choque e retornou, de pronto, ao veículo físico, bradando, desvairada, como quem se furtasse ao domínio de asfixiante pesadelo: — Papai!… Paizinho! Não mate! Não mate!… Ildeu, a esse tempo, já se encontrava à porta, sustendo a arma na destra e tentando manobrar a fechadura com a mão livre. Os gritos da menina ecoaram em toda a casa, provocando alarido. Marcela, num átimo, pôs-se de pé, surpreendendo o marido ao pé da filha, e, junto deles, o revólver augurando maus presságios. A mulher bondosa e incapaz de suspeitar das intenções dele, recolheu cautelosamente a arma e, crendo que o esposo pretendera suicidar-se, implorou em pranto que não o fizesse...” Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo. Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a consequência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores, nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus. * No livro dos Espíritos temos: 457. Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos? “Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.” A — Assim, mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a esconder dessa mesma pessoa depois de morta? “Certamente. Quando vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos observam.” 458. Que pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam? “Depende. Os levianos riem das pequenas partidas que vos pregam e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos sérios se condoem dos vossos reveses e procuram ajudar-vos.” 459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que de ordinário são eles que vos dirigem.” 460. De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos? “Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, frequentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto e, não raro, contrários uns aos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas ideias a se combaterem.” 461. Como havemos de distinguir os pensamentos que nos são próprios dos que nos são sugeridos? “Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar. Afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa distinção. Muitas vezes, é útil que não saibais fazê-la. Não a fazendo, obra o homem com mais liberdade. Se ele decide pelo bem, é voluntariamente que o pratica; se toma o mau caminho, maior será a sua responsabilidade.” 462. É sempre de dentro de si mesmos que os homens inteligentes e de gênio tiram suas ideias? “Algumas vezes, elas lhes veem do seu próprio Espírito, porém, de outras muitas, lhes são sugeridas por Espíritos que os julgam capazes de compreendê-las e dignos de vulgarizá-las. Quando tais homens não as acham em si mesmos, apelam para a inspiração. Fazem assim, sem o suspeitarem, uma verdadeira evocação.” Se fora útil que pudéssemos distinguir claramente os nossos pensamentos próprios dos que nos são sugeridos. Deus nos houvera proporcionado os meios de os conseguirmos, como nos concedeu o de diferenciarmos o dia da noite. Quando uma coisa se conserva imprecisa, é que convém assim aconteça. (Não teríamos o mérito da ação, da resistência ao mal, etc...) Nikola Tesla, que foi um dos maiores inventores da história no campo da engenharia mecânica e eletrotécnica, não pensava como os outros cientistas. Enquanto a maioria tentava criar ideias, ele afirmava algo estranho: “Eu não crio nada. As ideias simplesmente chegam até mim. Meu cérebro é apenas um receptor, no Universo existe um núcleo a partir do qual obtemos conhecimento, força e inspiração. Eu não penetrei nos segredos deste núcleo, mas eu sei que ele existe.” Desde jovem ele sofria com imagens mentais extremamente vívidas, ideias completas de máquinas, circuitos e movimentos; conseguia construir projetos inteiros na mente. Ele dizia: mente agitada: ruído; mente ansiosa: bloqueio e mente silenciosa: clareza. Para ele disciplina mental não servia para forçar ideias, mas para não atrapalhar quando elas surgem. * Em Memórias de um suicida (Yvonne A. Pereira), no Cap. 2, temos: “A mente edifica e produz. O pensamento – já bastante vezes declararam – é criador, e, portanto, fabrica, corporifica, retém imagens por si mesmo, engendradas, realiza, segura o que passou e, com poderosas garras, conserva-o presente até quando desejar!” E aqui, acho pertinente a gente falar um pouco sobre o umbral. Muitos, até mesmo espíritas, tem uma visão equivocada do que realmente é o umbral. A perturbação é do espírito. Posso pegar uma pessoa e colocar dentro de uma casa linda e bela, num quarto maravilhoso. Mas se ela estiver perturbada mentalmente, não adianta, estará no inferno. Mas aqui, encarnados, não conseguimos identificar isso, pois olhamos para o físico (o quarto é bonito). No mundo espiritual, o mundo mental vai refletir no espaço em que estamos. Conseguimos ver aquilo que impregnamos no ambiente. Aqui impregnamos, mas não vemos (as vezes sentimos, mas muitas vezes não identificamos, passamos mal e não sabemos o porquê). O umbral é uma porta de entrada, um local para acolher, e cada um vai ver aquela entrada conforme o mundo que traz dentro de si, ele projeta. Posso ter 100 pessoas na mesma sala, como num hospício, mas cada um vai estar vivendo a sua loucura em particular. Se perguntar, cada um vai estar num lugar diferente… apesar de estarem num mesmo espaço. Cada cidade tem sua colônia vinculada com amigos espirituais que são responsáveis por ela. Mas como eu vou enxergar esse lugar vai depender do que está na minha mente, ele vai exteriorizar o que está dentro de mim. E claro que naturalmente, vou para onde estiverem espíritos com que eu tenha afinidade vibracional, é Lei. No site da Associação Espírita de São José do Rio Preto: Espiritismo Online Responde: “Por que, em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec diz que não há lugar circunscrito destinado às penas, mas Chico Xavier diz que existe umbral, que seria uma espécie de inferno temporário?” Cremos que você se refira à pergunta 1012 de O Livro dos Espíritos. Apesar de a Doutrina Espírita ser progressiva, ou seja, vai sendo aprofundada aos poucos, não deve haver discordâncias nas revelações para não ferir o princípio da universalidade doutrinária. Entre a proposta de Kardec e a de André Luiz, espírito que tratou com detalhes deste tema na literatura psicografada por Chico Xavier, não existe incongruência. A ideia de tempo e espaço que temos na experiência material cotidiana não encontra correspondente no plano espiritual. Por isso, o gênio de Einstein deflagrou essa reflexão, apontando que espaço e tempo são relativos. A ciência já evoluiu bastante nesse sentido, mas os novos conceitos ainda não se popularizaram. Isso significa que o conceito de umbral não é circunscrito a um espaço delimitado, tal qual entendemos espaço aqui na Terra. Os espaços espirituais são criações mentais dos espíritos a partir da ação consciente (ou não) dos espíritos sobre os fluidos. Mentes imperfeitas criam imagens igualmente imperfeitas e, especialmente nestes casos, criam, inclusive e também, involuntariamente, por ação espontânea de pensamentos e sentimentos sobre os fluidos. Podem formar imagens tão grotescas quanto pode ser a mente de uma pessoa. O chamado umbral é uma criação fluídica de mentes afins. É resultado da ação do pensamento deletério destes espíritos sobre os fluidos. É pela mente conectada às mesmas faixas vibratórias que os espíritos ficam retidos na malha fluídica do umbral. Esse resultado da atividade mental não está circunscrito nem fechado num espaço, como o entendemos. O plano espiritual, na verdade, é um conjunto de diferentes planos fluídicos, alguns mais condensados outros mais etéreos, mas simultâneos e paralelos. Os espíritos estão por toda parte. Mas se atraem mutuamente por afinidade moral. Essa atração vibratória por afinidade no mal, nos vícios materiais e imperfeições morais pode levar à falsa impressão que estejam confinados num determinado espaço circunscrito. Livro dos Espíritos: 1.011. Um lugar circunscrito no Universo está destinado às penas e aos gozos dos Espíritos, segundo os seus méritos? — Já respondemos a essa pergunta. As penas e os gozos são inerentes ao grau de perfeição do Espírito. Cada um traz em si mesmo o princípio de sua própria felicidade ou infelicidade. E como eles estão por toda parte, nenhum lugar circunscrito ou fechado se destina a uns ou a outros. Quanto aos Espíritos encarnados, são mais ou menos felizes ou infelizes segundo o grau de evolução do mundo que habitam. 1.012. De acordo com isso o Inferno e o Paraíso não existiriam como os homens os representam? — Não são mais do que figuras; os Espíritos felizes e infelizes estão por toda parte. Entretanto, como já o dissemos também, os Espíritos da mesma ordem se reúnem por simpatia. Mas podem reunir-se onde quiserem, quando perfeitos. Comentário de Kardec: A localização absoluta dos lugares de penas e de recompensas só existe na imaginação dos homens. Provém da sua tendência de materializar e circunscrever as coisas cuja natureza infinita não podem compreender. 1.013. O que se deve entender por Purgatório? — Dores físicas e morais: é o tempo da expiação. É quase sempre na Terra que fazeis o vosso purgatório e que Deus vos faz expiar as vossas faltas. Comentário de Kardec: Aquilo que o homem chama Purgatório é também uma figura pela qual se deve entender, não algum lugar determinado, mas o estado dos Espíritos imperfeitos que estão em expiação até a purificação completa que deve elevá-los ao plano dos Espíritos felizes. Operando-se a purificação nas encarnações, o purgatório consiste nas provas da vida corpórea. * Quantos pensamentos passam pela sua mente todos os dias? Por Maura Pereira - 06/10/2025 no site Correio Braziliense: Pesquisas em neurociência sugerem que o ser humano tem uma média de 60.000 a 80.000 pensamentos por dia, embora o número exato varie de pessoa para pessoa. Esses pensamentos não são somente conscientes; muitos acontecem de forma automática, moldando nossas decisões, emoções e comportamentos sem que percebamos. Por que a mente produz tantos pensamentos? O cérebro humano é altamente ativo e constantemente processa informações sensoriais, memórias e estímulos internos. Cada pensamento é resultado de conexões entre bilhões de neurônios, que disparam sinais elétricos em uma complexa rede neural. Essa atividade constante permite que nosso cérebro aprenda, resolva problemas e mantenha funções vitais. Além disso, muitos pensamentos repetitivos surgem como padrões automáticos ou hábitos mentais. Isso explica por que algumas pessoas percebem uma “voz interna” constante, enquanto outras experimentam períodos de mente mais silenciosa. Essas diferenças dependem da personalidade, do nível de estresse e do treinamento da atenção. A maior parte dos pensamentos diários é repetitiva, repetindo padrões já conhecidos. Pensamentos positivos podem aumentar a criatividade e a motivação. O cérebro humano consome cerca de 20% da energia do corpo mesmo em repouso, em grande parte devido à produção contínua de pensamentos. (lembrei de um atendimento aqui, em que o médico disse que a paciente se sentia exausta porque pensava demais, estava gastando muita energia.) Ter muitos pensamentos por dia não é necessariamente negativo, mas a qualidade deles faz diferença. Pensamentos repetitivos ou negativos podem aumentar o estresse, a ansiedade e a sensação de sobrecarga mental. Por isso, práticas de atenção plena, meditação e exercícios de respiração podem ajudar a reduzir o fluxo de pensamentos e aumentar o foco. Além disso, organizar tarefas e registrar ideias em um diário mental ou físico ajuda a aliviar a mente. Reconhecer a enorme quantidade de pensamentos que temos diariamente é o primeiro passo para aprender a gerenciá-los e melhorar a saúde mental. Evolução para o Terceiro Milênio, Parte 2, Cap. 5, item 18, Subitens 1 e 2: Impulsos; impulsos compulsivos 1. Grande parte da atividade mental transcorre por meio de processos e conteúdos inconscientes, sem que a pessoa tenha noção clara dela. Assim pensavam primeiro, Delanne e, depois Freud, afirmando aquele que eles constituem “a base do nosso espírito”, pois lá está todo o material adquirido nas vidas anteriores e que nos caracteriza. Daí, muito do que acontece dentro do espírito permanecer ignorado do indivíduo, embora seja propriedade dele. As forças que dão origem às nossas atitudes e condutas levando-nos à ação são de natureza emotiva e correspondem às usuais palavras: desejo, necessidade, ânsia, anelo (aspiração profunda) e paixão, conforme vários matizes e intensidades. Porém, o nome técnico para designá-las é impulso. Tais forças de consciência delas, e apresentam dois aspectos dignos de atenção. O primeiro é o fato de um impulso impedido de alcançar a consciência (isto é, reprimido) continuar a agir ativamente em estado inconsciente, oculto na sombra. Por isso, podemos estar aborrecidos, deprimidos, ressentidos, apreensivos, etc. sem conhecer a razão; podemos tomar decisões ignorando os motivos que nos induziram a elas: interesses, convicções e simpatias, e. gr., podem emanar de forças desconhecidas da consciência. O segundo aspecto é que os impulsos permanecem inconscientes porque temos interesse em mantê-los assim, em não tomar ciência consciente deles, com o objetivo de defender intenções, posições e vantagens; uma tentativa para revelá-los encontraria resistência de nossa parte porque poriam em perigo tais interesses. Em virtude desses dois princípios, somos os responsáveis pela nossa vida mental e conduta decorrente dela. 2. Assim, nossas ações são determinadas por uma variedade de impulsos inconscientes, que se associam a necessidades e desejos dos quais temos consciência. Muitas vezes não temos noção clara do motivo pelo qual agimos de certa maneira. Um menino volta da escola e vai parando em todas as vitrines de padaria, sem perceber que a fome que as torna tão atraentes; o impulso põe em destaque o objeto importante. Um rapaz aguarda uma jovem em certo local e confunde outra que passa com ela, dirigindo-lhe a palavra; a ansiedade gerada pela espera altera a percepção. Denomina-se impulso ao estado de excitação do sistema nervoso central que surge em resposta a um estímulo interno ou externo, o qual poderá ser uma pessoa, cena, conversa palavra, insulto, bebida, etc. ou até mesmo um fragmento inapercebido de qualquer acontecimento banal em que estejamos metidos. Esse estado de tensão mental originado por forças inconscientes aparece posto isso, na área consciente, quando certos conteúdos do inconsciente são agitados por quaisquer estímulos. Inúmeras vezes não sabemos a que coisa o inconsciente reagiu tão fortemente a ponto de criar um impulso, que será sentido em forma de súbita emoção ou comando imperioso. Um impulso pode ser grosseiramente comparado com algo que cresce dentro da pessoa e aumenta a pressão ou a uma bola de soprar que, retida entre as duas mãos, vai sendo insuflada aos poucos. A referida excitação central (impulso ou tensão) desencadeia uma atividade motora cuja finalidade é diminuir ou eliminar o estado tensional. A sensação de alívio decorrente dessa atividade chama-se de cessação ou gratificação do impulso. A atividade gratificadora é orientada pelo consciente (nas pessoas que se controlam); embora este esteja, no momento, sob o império do comando inconsciente, tal fato permite que a resposta ao estímulo seja influenciada pela experiência anterior e pelo raciocínio, a não ser que este sofra um completo embotamento momentâneo. Isto tem a vantagem de tornar os impulsos modificáveis ao invés de padrões fixos de reação (como o são os instintos animais), que fariam do homem simples autômato sem responsabilidade. Certa quantidade de energia mental está associada aos impulsos. Pode suceder que esta energia se desprenda dos conteúdos do impulso (lembranças e desejos inconscientes) e venha a invadir a consciência, levando o indivíduo à ação para gratificá-lo sem noção do que o está pressionando. Assim, uma nota ou palavra pode redespertar uma emoção na ausência da experiência ligada a ela. Muita gente empalidece e mesmo desmaia ao somente ver sangue. (gatilhos) O Períspirito e suas modelações: Quando pensamos de maneira altruísta abrigando a paz, a doação, a fraternidade, nosso ser fica impregnado de energias revigorantes, facultando pela persistência destas, a expulsão das ideias e imagens que não sintonizam com o novo estágio de evolução. Ao mesmo tempo, fechamos a porta para ideias pessimistas, que não conseguem se sobrepor à calma e à confiança embasadas no bom ânimo da fé raciocinada. O desejo de renovação, no entanto, não pode nem deve ser neurotizante, impondo uma fuga dos cenários do mundo, nem uma autofiscalização castrativa e geradora de desejos de autopunição. É o velho conselho de estar no mundo sem ser do mundo e estar com eles sem ser um deles. Quanto mais renovado o ser, mais entendimento traz para com as fraquezas alheias, sem, contudo, pactuar com elas. Selecionar pensamentos, policiar-se, não é tentar soterrar a todo custo a inferioridade que habita em nós e que aflora muitas vezes ao dia. É entender com naturalidade e com maturidade que a possuímos e envidar esforços para diminuí-la a cada dia, visto ser a evolução fruto de milênios. É não se render ao comodismo; é o querer dinâmico; o conhecer a si para mudar a si; fazer luz, modelando o perispírito em formas translúcidas e menos vulneráveis às investidas da dor. Comecemos cultivando o otimismo, a meditação, o estudo sério e compenetrado, o trabalho edificante e a prece, que isso afasta as ideias deprimentes oriundas da acomodação, das lamentações, da ignorância e da maledicência. Caso não seja acolhido tal procedimento e a invigilância venha a hospedar-se em nossa casa mental como soberana, ditando os velhos códigos do orgulho, egoísmo, ciúme e similares, a mente continuará viciada, incapacitada de impor a si a disciplina preventiva dos traumas, fobias e sequelas dos quais são férteis o pensar invigilante. O portador de tais estigmas modelará seu perispírito com as formas adensadas e obscuras alimentadas pela energia que dele emana, visto ser esse corpo ideoplástico, maleável ao pensamento, no que sofre grandes transformações sob o comando mental que, invigilante, passa a lesar suas células deformando-as. (o que seria isso gente? Deformação das células?) Pensamento e Vida Cap. 2 - Vontade Comparemos a mente humana — espelho vivo da consciência lúcida (não é real, está refletindo o real) — a um grande escritório, subdividido em diversas seções de serviço. Aí possuímos o Departamento do Desejo, em que operam os propósitos e as aspirações, acalentando o estímulo ao trabalho; o Departamento da Inteligência, dilatando os patrimônios da evolução e da cultura; o Departamento da Imaginação, amealhando as riquezas do ideal e da sensibilidade; o Departamento da Memória, arquivando as súmulas (resumos) da experiência, e outros, ainda, que definem os investimentos da alma. Acima de todos eles, porém, surge o Gabinete da Vontade. A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental. (todos só funcionarão se tiver vontade) Eu não consigo (não acionei o gerente, a vontade) A Divina Providência concedeu-a por auréola luminosa à razão, depois da laboriosa e multimilenária viagem do ser pelas províncias obscuras do instinto. Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento. A eletricidade é energia dinâmica. O magnetismo é energia estática. O pensamento é força eletromagnética. Pensamento, eletricidade e magnetismo conjugam-se em todas as manifestações da Vida Universal, criando gravitação e afinidade, assimilação e desassimilação, nos campos múltiplos da forma que servem à romagem do Espírito para as Metas Supremas, traçadas pelo Plano Divino. A Vontade, contudo, é o impacto determinante. Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento ou a inércia da máquina. O cérebro é o dínamo que produz a energia mental, segundo a capacidade de reflexão que lhe é própria; no entanto, na Vontade temos o controle que a dirige nesse ou naquele rumo, estabelecendo causas que comandam os problemas do destino. Sem ela, o Desejo pode comprar ao engano aflitivos séculos de reparação e sofrimento, a Inteligência pode aprisionar-se na enxovia da criminalidade, a Imaginação pode gerar perigosos monstros na sombra, e a Memória, não obstante fiel à sua função de registradora, conforme a destinação que a Natureza lhe assinala, pode cair em deplorável relaxamento. Só a Vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito. Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental, quando se trate da conexão entre os semelhantes, porque a sintonia constitui lei inderrogável, mas pode impor o jugo da disciplina sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos na corrente do bem. Resumo da IA: De acordo com a doutrina espírita, o pensamento é considerado uma força viva, um atributo do Espírito que se materializa ao ser emitido. Embora o pensamento em si seja uma faculdade da alma (imaterial), ele se manifesta através do fluido cósmico universal e do perispírito (corpo espiritual), que são formas de matéria sutil, tornando o pensamento uma "matéria -prima" que ganha forma e se exterioriza. Pontos-chave sobre o pensamento no Espiritismo: Matéria Sutilizada: O pensamento não é matéria densa, mas é considerada matéria em um estado "quintessenciado" ou etéreo, moldável pela vontade do Espírito. Formas-Pensamento: Na literatura espírita (especialmente André Luiz/Chico Xavier), os pensamentos são descritos como "formas-pensamento", criações fluídicas que ganham forma, cor e vibração, podendo influenciar ambientes e pessoas. Sintonia e Transmissão: O pensamento é a base da sintonia mental. Ao ser emitido, ele se propaga e pode ser captado por outros Espíritos (encarnados ou desencarnados), agindo como uma "transmissão de rádio" ou "WhatsApp" do Espírito. Atributo da Alma: "O pensamento é a própria alma que se transporta". Quando a alma pensa, ela projeta sua energia, que é capaz de atuar sobre a matéria bruta. Força Criadora: O pensamento é uma "atmosfera criadora", capaz de produzir tanto curas e refazimentos (vibrações positivas) quanto desequilíbrios físicos e psíquicos (vibrações densas). Em resumo, o pensamento é a vontade do Espírito agindo através de matéria sutilizada, sendo imaterial em sua origem (a alma), mas material/fluídico em sua manifestação. Pão Nosso – Cap. 15 - Pensamentos Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai. – Paulo. (Filipenses, 4:8.) Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental quê os produziu, nos movimentos incessantes da vida. O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão-somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração. É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências redentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos. Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção. O conselho de Paulo aos filipenses apresenta sublime conteúdo. Os discípulos que puderem compreender-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-o, em cada dia, terão encontrado a divina equação. Bibliografia https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/quantos-pensamentos-passam-pela-sua-mente-todos-os-dias/ Ideoplastia e criações fluídicas - Harmonia espiritual Revista O reformador Abril 2012, Conduta e Enfermidade (Mauro Paiva Fonseca) O Períspirito e Suas Modelações (Luiz Gonzaga Pinheiro), Cap. 27 - Pensamento – Agente modelador Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap 3 - item 4, A Gênese (Allan Kardec) Cap. 14, itens 14 e 15 Ação e Reação (André Luiz, por Chico Xavier), Cap. 14 O Livro dos Espíritos (Allan Kardec)– Questões 457 a 462, 1011 a 1013 Memórias de um suicida - Yvonne A. Pereira, Cap. 2 Evolução para o Terceiro Milênio (Carlos Toledo Rizzini), Parte 2, Cap.5 – Item 18; Subitens 1 e 2 Pensamento e Vida (Emmanuel por Chico Xavier), Cap. 1 e 2 Pão Nosso (Emmanuel por Chico Xavier), Cap. 15