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A Tábua

Quando menino eu era traquinas, rabugento, respondia a tudo que me dissessem e não contribuía absolutamente para que nossa casa fosse um paraíso. Muito pelo contrário!

Meus pais me aconselhavam com paciência infinita e com muito amor , sem que eu, entretanto, seguisse os seus conselhos.

Um dia

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A Serra

Quando eu era menina, uns tios e seus filhos vieram residir na casa de meus pais.

Minha prima e eu costumávamos discutir continuamente enquanto nos desobrigávamos das tarefas da casa.

Como eu era a mais velha, tinha a pretensão de querer ensinar-lhe a fazer as menores coisas, o que, é claro, a contrariava.

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A Resina

Eu era – quando pequena – tão conscienciosa e preocupada que a menor tragédia infantil me deixava acabrunhada e doente de escrúpulos.

Um dia, em meio ao verão, caiu uma chuva excepcionalmente pesada, com uma ventania que carregou tudo em torno de nossa casa.

Quando o tempo melhorou, meu pai convidou-me para dar um passeio e levou-me pela trilha do bosque.

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A Ociosidade

Quando em pequenos, meu irmão e eu éramos vadios e preguiçosos. Todo pretexto nos servia para faltarmos com nossos deveres, cabular as aulas e ficar vagabundeando pelos pomares, campos ou quarteirões da cidade onde vivíamos.   Evidentemente nossos pais se aborreciam com aquilo, mas, em lugar

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A Moenda

Em um certo fim de ano, ao se encerrarem os cursos, fui o primeiro colocado em minha turma. Isso me fez muito vaidoso e passei a ver os meus companheiros pelo prisma de minha “superioridade”. Costumávamos passar as férias na praia, porém, para surpresa minha e de meus irmãos, papai

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A medalha

Quando menino, ganhei uma medalha na escola como prêmio ao aluno que sabia ler melhor. Senti-me feliz e estufei de orgulho. Quando a aula terminou voltei para casa correndo e entrei na cozinha como um furacão. A velha empregada, que estava conosco havia muitos anos, ocupava-se no fogão.

Sem nada comentar fui direto a ela, dizendo-lhe:

— Aposto que sei ler melhor do que você.

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A Lente

Quando menino, eu tinha por apelido, “o fogo-de-palha”. Estava sempre com um plano novo na cabeça e, a respeito, falava entusiasticamente à minha família. Começava a tarefa, porém logo me sentia desanimado e a largava desinteressado. E uma outra idéia magnífica jorrava de meu

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A laranja

Aos sete anos de idade, eu desejava muito estudar violino e mamãe, com algum sacrifício, comprou o instrumento e contratou um professor para mim.

Após algumas semanas, vi que não conseguia executar nenhuma melodia e que tinha de fazer exercícios por horas intermináveis.

Então eu disse a minha

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A justiça

Quando criança eu tinha a mania de me sentir sempre injustiçado. Por um ou outro motivo, não me tinham feito justiça, sem perceber que, para mim, a “injustiça” era sempre qualquer restrição feita aos meus desejos, fantasias e vontades.

E invariavelmente arrebentava em lágrimas de protesto.

Um dia papai me chamou e disse:

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A Desculpa

Fui, em pequena, uma menina muito estabanada.

Num só dia, conseguia quebrar a tesoura de mamãe, arrancar os cabelos de minha boneca ao trepar em uma árvore com ela ao colo, e, finalmente, quebrar um prato valioso, ao ajudar a enxugar a louça.

Depois de cada um desses desastres, corria para minha mãe e dizia depressa:

_   Desculpe, mamãe!

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