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Centro Espírita Leocádio Corrêia > Artigos > Palestras > Sentimento de Culpa, palestra 26.11.25

Sentimento de Culpa, palestra 26.11.25

celcPalestras16 de março de 20260

SENTIMENTO DE CULPA

CELC 26.11.25 – Fernando

  1. Introdução

Iniciaremos a palestra com o capítulo 3 do livro de André Luiz Entre a Terra e o Céu – Capítulo 3 – Obsessão¹

“Penetramos o mais espaçoso aposento da casa, onde uma senhora de aspecto juvenil repousava abatida e insone.

Moça de vinte e cinco anos, aproximadamente, mostrava no semblante torturado harmoniosa beleza. O rosto delicado parecia haver saído de uma tela preciosa, todavia, com a suavidade das linhas fisionômicas contrastavam a inquietação e o pavor dos olhos escuros e o abandono dos cabelos em desalinho.

Ao lado dela, descansava outra mulher, sem o veículo físico.

(…)

Recostada num travesseiro de grandes dimensões, dava a ideia de proteger a moça indiscutivelmente enferma, contudo, a vaguidão do olhar e o halo obscuro de que se cercava, não nos deixavam dúvida quanto à sua posição de desequilíbrio interior. Conservava a destra sobre a medula alongada da senhora vencida e doente, como se quisesse controlar lhe as impressões nervosas, e fios cinzentos que lhe fluíam da cabeça, à maneira de tentáculos dum polvo, envolviam-lhe o centro coronário, obliterando-lhe os núcleos de força.

Indiferentes ambas à nossa presença, foi possível observá-las atentamente, identificando-se lhes a posição de verdugo e de vítima.

Arrancando-nos da indagação silenciosa em que nos demorávamos, Clarêncio explicou:

— A jovem senhora é Zulmira, a segunda orientadora deste lar, e a irmã desencarnada que presentemente lhe vampiriza o corpo é Odila, a primeira esposa de Amaro e mãezinha de Evelina, dolorosamente transfigurada pelo ciúme a que se recolheu. Empenhada em combater aquela que considera inimiga, imanta-se a ela, através do veículo perispirítico, na região cerebral, dominando a complicada rede de estímulos nervosos e influenciando os centros metabólicos, com o que lhe altera profundamente a paisagem orgânica.

— Mas, por que não há reação por parte da perseguida? — Inquiri, perplexo.

— Porque Zulmira, a nossa amiga encarnada, caiu no mesmo padrão vibratório — aclarou o instrutor. — Ela também se devotou ao marido com egoísmo aviltante. Amaro sempre foi pai afetuosíssimo. O matrimônio anterior deixou-lhe um casal de filhinhos, mas o pequeno Júlio, formosa criança de oito anos, perdeu a existência no mar. A segunda mulher nunca suportou, sem mágoa, o carinho do genitor para com os órfãos de mãe. Revoltava-se, choramingava e doía-se constantemente, diante das menores manifestações de ternura paternal, entrelaçando-se, por isso mesmo, com as desvairadas energias da irresignada companheira de Amaro, arrebatada pela morte. Em suas preocupações doentias, Zulmira chegou a desejar a morte de uma das crianças. Pretendia possuir o coração do homem amado, com absoluto exclusivismo. E porque as atenções de Amaro se concentravam particularmente sobre o menino, muitas vezes emitiu silenciosamente o anseio de vê-lo afogar-se na praia em que se banhavam. Certa manhã, custodiando os enteados, separou Evelina do irmão, permitindo ao petiz mais ampla incursão nas águas. O objetivo foi atingido. Uma onda rápida surpreendeu o miúdo banhista, arrojando-o ao fundo. Incapaz de reequilibrar-se, Júlio voltou cadaverizado à superfície. O sofrimento familiar foi enorme. O ferroviário sentiu-se psiquicamente distanciado da segunda esposa, classificando-a como relaxada e cruel com os filhinhos. Zulmira, a seu turno, acabrunhada com o acontecimento e guardando consigo a responsabilidade indireta pelo desastre havido, caiu obsidiada ante a influência perniciosa da rival que a subjugava do Plano invisível.

Clarêncio fez ligeiro intervalo e continuou:

— O sentimento de culpa é sempre um colapso da consciência e, através dele, sombrias forças se encontram… Zulmira, pelo remorso destrutivo, tombou no mesmo nível emocional de Odila e ambas se digladiam, num conflito de morte, inacessível aos olhos humanos comuns. É um caso em que a medicina terrestre não consegue interferência.

(…)”

Nesse treco do livro André Luiz fala sobre sentimento de culpa e com essa introdução iremos estudar a definição de culpa, centro vitais e obsessão, padrão vibratório, ciúmes e o processo de libertação da culpa que de forma resumida está tudo entrelaçado

  1. Definição do conceito de Culpa

Segundo dicionário Michaelis²

1 Responsabilidade por algo, condenável ou danoso, causado a outrem. 2 Transgressão à lei; crime, delito. 3 Atitude ou omissão que possa causar dano ou desastre a outrem. (…)

Livro Justiça Divina Capítulo 62 – Espíritas diante da morte

“A Doutrina Espírita não apenas informa que todo delito exige resgate, mas também destaca que o inferno é o remorso, na consciência culpada, cujo sofrimento cessa com a necessária e justa reparação.”

Livro Evolução para o Terceiro Milênio – Capítulo 5 – Item 19 b

“(…) Sentimento de culpa aparecem mui vulgarmente, acarretando manifesto desequilíbrio emocional nos seus portadores. (…)”

  1. Sobre centro vitais e obsessão

(…) Recostada num travesseiro de grandes dimensões, dava a ideia de proteger a moça indiscutivelmente enferma, contudo, a vaguidão do olhar e o halo obscuro de que se cercava, não nos deixavam dúvida quanto à sua posição de desequilíbrio interior. Conservava a destra sobre a medula alongada da senhora vencida e doente, como se quisesse controlar lhe as impressões nervosas, e fios cinzentos que lhe fluíam da cabeça, à maneira de tentáculos dum polvo, envolviam-lhe o centro coronário, obliterando-lhe os núcleos de força. (…)

Livro Entre a Terra e o Céu (André Luiz (Chico Xavier)) – Capítulo 12 – Estudando sempre

“O nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado. Nossa posição mental determina o peso específico do nosso envoltório espiritual e, consequentemente, o “habitat” que lhe compete. Mero problema de padrão vibratório. Cada qual de nós respira em determinado tipo de onda. Quanto mais primitiva se revela a condição da mente, mais fraco é o influxo vibratório do pensamento, induzindo a compulsória aglutinação do ser às regiões da consciência embrionária ou torturada, onde se reúnem as vidas inferiores que lhe são afins. O crescimento do influxo mental, no veículo eletromagnético em que nos movemos, após abandonar o corpo terrestre, está na medida da experiência adquirida e arquivada em nosso próprio espírito. Atentos a semelhante realidade, é fácil compreender que sublimamos ou desequilibramos o delicado agente de nossas manifestações, conforme o tipo de pensamento que nos flui da vida íntima. Quanto mais nos avizinhamos da esfera animal, maior é a condensação obscurecente de nossa organização, e quanto mais nos elevamos, ao preço de esforço próprio, no rumo das gloriosas construções do espírito, maior é a sutileza de nosso envoltório, que passa a combinar-se facilmente com a beleza, com a harmonia e com a luz reinantes na Criação Divina.”

Livro Perispírito (Zalmino Zimmermann) – Capítulo IV – Centros Vitais

“Os centros vitais são “pontos de força”, responsáveis em seu conjunto, pela distribuição da energia vital e, por conseguinte, pelo equilíbrio do organismo fisiológico.”

Trechos retirados da Palestra Centro Vitais (CELC – Jane)

Os centros vitais são centro coronário, centro cerebral ou frontal, centro laríngeo, centro cardíaco, centro esplênico, centro gástrico e centro genésico.

Livro Entre a Terra e o Céu – Capítulo 20 – Conflitos da alma

(…) Não nos afastemos das observações práticas, para estudar com clareza os conflitos da alma. Tal seja a viciação do pensamento, tal será a desarmonia no centro de força, que reage em nosso corpo a essa ou àquela classe de influxos mentais. Apliquemos à nossa aula rápida, tanto quanto nos seja possível, a terminologia trazida do mundo, para que vocês consigam fixar com mais segurança os nossos apontamentos (…).

Trechos retirados da Palestra Centros Vitais (CELC Danielle)

– CENTRO CORONÁRIO: Instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada.

O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito.

É o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas. Dele parte, desse modo, a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o  envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, ideias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta. (Evolução em Dois Mundos Cap.2)

Liga-se a glândula Pineal, e não possui no corpo físico um plexo correspondente.

(…)

PAPEL DOS CENTROS VITAIS NO INTERCAMBIO ESPIRITUAL

Afirma Allan Kardec de que todos percebemos o plano espiritual, com menor ou maior intensidade.

Essa percepção ocorre por intermédio do perispírito, que não ficando circunscrito pelo corpo, ao contrário, irradia ao redor do mesmo, expandindo e colocando o espirito encarnado em relação com os Espíritos desencarnados, encarnados e com o meio. (A Gênese Cap 14).

Essa relação é sentida através dos Centros Vitais, que captam e transmitem as energias para o corpo material.

A aproximação de um Espírito e/ou a vivência em ambientes espirituais será comunicada por esse sistema integrado de força e, conforme o padrão energético, atuará em um ou outro centro.

Comenta o autor espiritual André Luiz no Livro Libertação “…O espírito encarnado sofre a influenciação inferior, através das regiões em que se situam o sexo e o estômago, e recebe os estímulos superiores, ainda mesmo procedentes de almas não sublimadas, através do coração e do cérebro.”

– CENTRO CORONÁRIO: expressa a conexão do encarnado com a espiritualidade e recebe pela pineal as comunicações por ondas mentais, isto é, intuitivas e telepáticas. Capta as energias superiores, mas também as induções inferiores em regime de hipnose, paralisando a vontade daquele que a recebe.

Por alimentar os demais centros de força do corpo, transmite a estes as energias recebidas, podendo revitalizar (energias superiores) ou desorganizá-los (energias inferiores)

(…)

INFLUÊNCIA OBSESSIVA

Allan Kardec – Obras Póstumas.

“Quando um Espírito quer atuar sobre um indivíduo, envolve-o, por assim dizer, no seu perispírito, como se fora um manto. Interpenetrando-se os fluidos, os pensamentos e as vontades dos dois se confundem e o Espírito, então, se serve do corpo do indivíduo, como se fosse seu, fazendo-o agir à sua vontade, falar, escrever, desenhar, quais os médiuns. Se o Espírito é bom, sua atuação é suave, benfazeja, não impele o indivíduo senão à prática de atos bons; se é mau, força-o a ações más. Se é perverso e malfazejo, aperta-o como numa teia, paralisa-lhe até a vontade e mesmo o juízo, que ele abafa com o seu fluido, como se abafa o fogo sob uma camada d’água. “

(…)

Participando de um atendimento à obsediados, narra André Luiz no Livro Os Missionários da Luz, a condição física dos mesmos:

“… A desventurada possessa apresentava sérias perturbações, desde o cérebro até os nervos lombares e sacros, demonstrando completa desorganização do centro da sensibilidade, além de lastimável relaxamento das fibras motoras. Tais desequilíbrios não se caracterizavam apenas no sistema nervoso, mas igualmente nas glândulas em geral e nos mais diversos órgãos.

Nos demais obsidiados, os fenômenos de degradação física não eram menores. Dois deles revelavam estranhas intoxicações no fígado e rins. Outro mostrava singular desequilíbrio do coração e pulmões, tendendo à insuficiência cardíaca em conúbio com a pré-tuberculose avançada.

(…)

Livro Desafio e soluções (Joanna de Ângelis) – Capítulo1, Item 1.4 – Obsessões

Toda fixação indevida nos processos mentais e emocionais em torno de pessoas, fatos e coisas converte-se em estado perturbador do comportamento, empurrando o indivíduo para os transtornos de ordem neurótica assim como psicótica.

Esses procedimentos, que podem preceder à existência atual, como surgir durante a vilegiatura do momento, decorrem das ambições desmedidas, dos desregramentos comportamentais, dos anseios exagerados que afetam o metabolismo cerebral, propiciando a produção descompensada de enzimas que afetam a harmonia do sistema nervoso em geral e do comportamento em particular (…).

(…)

Francisco M Dias da Cruz ((Mensagem psicográfica, recebida por Marta Antunes Moura, na reunião do dia 10 de agosto de 2006, na FEB, Brasília–DF.) – revista Reformador 12/2006)

(…) Entidades obsessivas existem que habilmente mapeiam a organização física e perispiritual de quem desejam dominar. Identificam, com precisão, os pontos frágeis e fortes do cosmo orgânico. Sabem aumentar ou diminuir a produção hormonal; influenciam no sistema de absorção alimentar, segregando ou deletando proteínas, glicídios e gorduras; apropriam-se de neurotransmissores, em nível de sistema nervoso central, conduzindo o obsidiado a crises depressivas ou a ideias e tentativas de suicídio; agem no centro da memória, pacientemente, manipulando a delicada tessitura e os bloqueios naturais impostos pelo programa reencarnatório, desativando mecanismos de proteção e, à semelhança de um ladrão inconsequente, arrombam as portas que mantêm os arquivos de ações infelizes, ocorridas em vidas pretéritas, sob parcial controle (…).

Livro Evolução para o Terceiro Milênio – Capítulo 5 – Item 20

Obsessão – Apesar de mencionada anteriormente e explanada adiante, convém situá-la no lugar competente. Consiste da influência duradoura e deletéria que espíritos imperfeitos, intencional ou inconscientemente, exercem sobre pessoas que com eles estabelecem sintonia (têm alguma sorte de afinidade).

Ao prejudicar alguém, ofender outrem, etc. atraímos, salvo mui raras exceções, vibrações de desespero e desejos de vingança das nossas vítimas. Elas próprias, em desencarnando, e/ou espíritos do astral inferior, possuidores de sentimentos maléficos, entram naturalmente em comunicação conosco, dando em resultado variados desequilíbrios e enfermidades, podendo atingir a faixa da demência manifesta.

  1. Sobre o padrão vibratório

(…) Porque Zulmira, a nossa amiga encarnada, caiu no mesmo padrão vibratório (…)

Evolução para o terceiro milênio Parte 2 – Capítulo 4 Item 11

(…) o cérebro surge com um aparelho emissor e receptor de ondas mentais; o pensamento é um fluxo energético do campo espiritual; é ainda considerado matéria (matéria mental), mas, segundo os nossos padrões, matéria rarefeita que se comporta como energia. (…)

(…) Sintonia é a identidade ou harmonia vibratória, isto é, de semelhança das emissões ou radiações mentais de dois ou mais espíritos encarnados ou desencarnados. Estão em sintonia pessoas e espíritos que têm pensamentos, sentimentos e ideais semelhantes. Por outras palavras, a sintonia é uma expressão física de uma realidade mais profunda, que é a afinidade moral.

(…)

o padrão vibratório é uma maneira de definir o padrão moral do espírito. Em suma, a posição e suas relações com os outros decorrem de suas características morais; maneira de encarar a vida, o mundo, o próximo, Deus, modo de agir, o que aspira impulsões, sentimentos, etc.

Nesse sentido, mediunidade é a capacidade de sintonia, caso em que todos são médiuns ou sensitivos. Todos entram em relação com determinados tipos de espíritos, que se afina com suas inclinações, e recebem deles influência.

Em virtude do princípio de sintonia, estabelece-se uma dependência entre encarnados e desencarnados, quando ambos estão perturbados e emitindo vibrações viciadas. Estas retêm os modos vigorosos ou mais transtornados. A identidade vibratória inferior, no caso o ódio, ressentimento, tristeza, desânimo, etc. prendem os desencarnados mais ou menos inconscientes do seu estado na aura magnética dos encarnados. Ocorre, assim, influência recíproca, troca de pensamentos e sentimentos, e, portanto, obsessão bidirecional. Comumente, por esse mecanismo, parentes e amigos mortos há anos continuam a conviver com os antigos companheiros, como se ainda fosse vivos; sentam-se à mesa, choram com os amigos, lamentam-se com os parentes, deitam-se com eles… E haja desequilíbrios no ambiente doméstico. É, pois, enorme a necessidade de esclarecimento aliado ao desejo de ajudar.

(…)

A seguir, explanaremos o essencial sobre os tipos de obsessão que se podem identificar e definir com a exatidão requerida.

1º) Atração por sintonia com o plano inferior. Toda vez que o encarnado se deixa dominar por pensamentos viciados e sentimentos inferiores, a lei da afinidade moral faz com que se estabeleça íntimo relacionamento com entidades dotadas de idêntico padrão vibratório. Isso já estudamos (11. a). Sucede que inúmeros espíritos dedicam-se à manutenção e propagação do mal, não perdendo oportunidade de influenciar os que se harmonizam com eles. Além disso, outro motivo importante é o vampirismo, que consiste em absorver forças do hospedeiro terreno. Desse contato resulta que as inclinações e os impulsos do encarnado são multiplicados, mantendo-se ele indefinidamente nas baixas esferas evolutivas.

2º) Influência recíproca de encarnados e desencarnados perturbados. É o que anteriormente denominamos obsessão bidirecional (11 e seg.): trocam de pensamentos, sentimentos e emoções transviados e desordenados, entre encarnados e desencarnados afins. Vibrações de ódio, ressentimento, mágoa, desânimo, maledicência, etc. unem os espíritos de ambos os planos. Não há intenção maléfica, pois os desencarnados são geralmente parentes e amigos cuja consciência está embotada e que pertencem ao mesmo nível mental.

  1. Sobre os ciúmes

(…) A jovem senhora é Zulmira, a segunda orientadora deste lar, e a irmã desencarnada que presentemente lhe vampiriza o corpo é Odila, a primeira esposa de Amaro e mãezinha de Evelina, dolorosamente transfigurada pelo ciúme a que se recolheu. Empenhada em combater aquela que considera inimiga, imanta-se a ela, através do veículo perispirítico, na região cerebral, dominando a complicada rede de estímulos nervosos e influenciando os centros metabólicos, com o que lhe altera profundamente a paisagem orgânica. (…)

    1. Vampirismo

Livro Evolução em dois mundos – Capítulo 15 – Vampirismo espiritual

Obsessão e vampirismo

Em processos diferentes, mas atendendo aos mesmos princípios de simbiose prejudicial, encontramos os circuitos de obsessão e de vampirismo entre encarnados e desencarnados, desde as eras recuadas em que o espírito humano, iluminado pela razão, foi chamado pelos princípios da Lei Divina a renunciar ao egoísmo e à crueldade, à ignorância e ao crime.

Rebelando-se, no entanto, em grande maioria, contra as sagradas convocações, e livres para escolher o próprio caminho, as criaturas humanas desencarnadas, em alto número, começaram a oprimir os companheiros da retaguarda, disputando afeições e riquezas que ficavam na carne, ou tentando empreitadas de vingança e delinqüência, quando sofriam o processo liberatório da desencarnação em circunstâncias delituosas.

As vítimas de homicídio e violência, brutalidade manifesta ou perseguição disfarçada, fora do vaso físico, entram na faixa mental dos ofensores, conhecendo-lhes a enormidade das faltas ocultas, e, ao invés do perdão, com que se exonerariam da cadeia de trevas, empenham-se em vinditas atrozes, retribuindo golpe a golpe e mal por mal.

Outros desencarnados, exigindo que Deus lhes providencie solução aos caprichos pueris e proclamando-se inabilitados para o resgate do preço devido à evolução que lhes é necessária, tornam-se madraços e gozadores, e, alegando a suposta impossibilidade de a Sabedoria Divina dirimir os padecimentos dos homens, pelos próprios homens criados, fogem, acovardados e preguiçosos, aos deveres e serviços que lhes competem.

    1. Ciúmes

No livro Evangelho segundo espiritismo no Capítulo V – Os Tormentos Voluntários no Item 23.

(…) Haverá maiores tormentos que aqueles causados pela inveja e o ciúme? Para o invejoso e o ciumento não há repouso; estão perpetuamente em febre; o que eles não têm e o que os outros possuem lhes causam insônia; os sucessos dos seus rivais lhes dão vertigem; sua emulação não se exerce senão para eclipsar seus vizinhos, toda sua alegria está em excitar nos insensatos como eles a cólera do ciúme de que estão possuídos. Pobres insensatos, com efeito, que não sonham que talvez amanhã lhes será preciso deixar todas essas futilidades cuja cobiça envenena sua vida! Não é a eles que se aplicam estas palavras: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados”, porque seus cuidados não são daqueles que têm compensação no céu. (…)

Livro Dos Espíritos

933 – Se o homem, frequentemente, é o artífice dos seus sofrimentos materiais, não ocorre o mesmo com os sofrimentos morais?

– Mais ainda, porque os sofrimentos materiais, algumas vezes, são independentes da vontade; mas o orgulho ferido, a ambição frustrada, a ansiedade da avareza, a inveja, o ciúme, todas as paixões, em uma palavra, são torturas da alma.

A inveja e o ciúme! Felizes aqueles que não conhecem esses dois vermes roedores! Com a inveja e o ciúme, não há calma nem repouso possível para aquele que está atacado desse mal: os objetos de sua cobiça, de seu ódio, de seu despeito, se levantam diante dele como fantasmas que não lhe dão nenhuma trégua e o perseguem até no sono. Os invejosos e os ciumentos estão num estado de febre contínua. Portanto, está aí uma situação desejável e não compreendeis que, com suas paixões, o homem criou para si suplícios voluntários, e a Terra torna-se para ele um verdadeiro inferno?

Várias expressões pintam energicamente os efeitos de certas paixões; diz-se: estar inchado de orgulho, morrer de inveja, secar de ciúme ou de despeito, perder com isso a bebida e o alimento, etc. Esse quadro não é senão muito verdadeiro. Algumas vezes mesmo o ciúme não tem objetivo determinado. Há pessoas ciumentas por natureza, de tudo que se eleva, de tudo que escapa à linha vulgar, nesse caso, mesmo que não tenham nisso nenhum interesse direto, mas unicamente porque elas não o podem alcançar. Tudo o que parece acima do horizonte as ofusca, e se são a maioria na sociedade, elas querem tudo reconduzir ao seu nível. É o ciúme somado à mediocridade.

Frequentemente, o homem não é infeliz senão pela importância que liga às coisas deste mundo. É a vaidade, a ambição e a cupidez frustradas que fazem sua infelicidade. Se ele se coloca acima do círculo estreito da vida material, se eleva seus pensamentos até o infinito, que é a sua destinação, as vicissitudes da Humanidade lhe parecem, então, mesquinhas e pueris, como as tristezas de uma criança que se aflige com a perda de um brinquedo que representava a sua felicidade suprema.

Livro Joanna de Angelis – Conflitos existenciais – Capítulo 7 Ciúme – Psicogênese do ciúme

O Espírito imaturo, vitimado por desvios de comportamento em existências transatas, renasce assinalando o sistema emocional com as marcas infelizes disso resultantes.

Inquieto e insatisfeito, não consegue desenvolver em profundidade a autoestima, permanecendo em deplorável situação de infância psicológica. Mesmo quando atinge a idade adulta, as suas são reações de insegurança e capricho, caracterizando as dificuldades que tem para um ajustamento equilibrado no contexto social.

No Livro Consolador de Emmanuel

183 –Como se interpreta o ciúme no plano espiritual?

-O ciúme, propriamente considerado nas suas expressões de escândalo e de violência, é um indício de atraso moral ou de estacionamento no egoísmo, dolorosa situação que o homem somente vencerá a golpes de muito esforço, na oração e na vigilância, de modo a enriquecer o seu íntimo com a luz do amor universal, começando pela piedade para com todos os que sofrem e erram, guardando também a disposição sadia para cooperar na elevação de cada um.

Só a compreensão da vida, colocando-nos na situação de quem errou ou de quem sofre, a fim de iluminarmos o raciocínio para a análise serena dos acontecimentos, poderá aniquilar o ciúme no coração, de modo a cerrar-se a porta ao perigo, pela qual toda alma pode atirar-se a terríveis tentações, com largos reflexos nos dias do futuro

  1. Sobre o Sentimento de culpa

(…) O sentimento de culpa é sempre um colapso da consciência e, através dele, sombrias forças se encontram… Zulmira, pelo remorso destrutivo, tombou no mesmo nível emocional de Odila e ambas se digladiam, num conflito de morte, inacessível aos olhos humanos comuns. É um caso em que a medicina terrestre não consegue interferência. (…)

Livro de Joana de Angelis – Conflitos existenciais

A psicologia da culpa

Duas são as causas psicológicas da culpa: a que procede da sombra escura do passado, da consciência que se sente responsável por males que haja praticado em relação a outrem e a que tem sua origem na infância, como decorrência da educação que lhe foi ministrada.

A culpa é resultado da raiva que alguém sente contra si mesmo, voltada para dentro, em forma de sensação de algo que foi feito erradamente.

Este procedimento preexiste à vida física, porque originário, na sua primeira proposta, como gravame cometido contra o próximo, que gerou conflito de consciência.

Quando a ação foi desencadeada, a raiva, o ódio ou o desejo de vingança, ou mesmo a inconsequência moral, não permitiram avaliação do desatino, atendendo ao impulso nascido na mesquinhez ou no primarismo pessoal.

(…)

Na questão 975 do livro dos espíritos “…Espírito sofre por todo o mal que faz, ou do qual foi a causa voluntária, por todo o bem que poderia fazer e que não fez, e por todo o mal que resulta do bem que ele não fez.”

(…)

Lentamente, porém, o remorso gerou o fenômeno de identificação do erro, mas não se fez acompanhar da coragem para a conveniente reparação, transferindo para os arquivos do Espírito o conflito em forma de culpa, que ressuma facilmente ante o desencadear de qualquer ocorrência produzida pela associação de ideias, condutora da lembrança inconsciente.

Quando isto ocorre, o indivíduo experimenta insopitável angústia, e procura recurso de autopunição como mecanismo libertador para a consciência responsável pelo delito que ninguém conhece, mas se lhe encontra ínsito no mapa das realizações pessoais, portanto intransferível.

Apresenta-se como uma forte impregnação emocional, em forma de representações ou ideias (lembranças inconscientes), parcial ou totalmente reprimidas, que ressurgem no comportamento, nos sonhos, com fortes tintas de conflito psicológico.

Na segunda hipótese, a má-formação educacional, especialmente quando impede a criança de desenvolver a identidade, conspira para a instalação da culpa.

Normalmente exige-se que o educando seja parcial e adulador, concordando com as ideias dos adultos – pais e educadores – que estabelecem os parâmetros da sua conduta, sem terem em vista a sua espontaneidade, a sua liberdade de pensamento, a sua visão da existência humana em desenvolvimento e formação.

É de lamentar-se que as crianças sejam manipuladas por genitores e professores, quando frustrados, que lhes transmitem a própria insegurança, insculpindo-lhes comportamentos que a si mesmos agradam em detrimento do que é de melhor para o aprendiz.

Precipita-se-lhe a fase do desenvolvimento adulto com expressões piegas, nas quais se afirmam: “já é uma mocinha, trata-se de um rapazinho”, inculcando-lhes condutas extravagantes, sem que deixem de ser realmente crianças.

A vida infantil é relevante na formação da personalidade, na construção da consciência do Si, na definição dos rumos existenciais.

A conduta dos adultos grava no educando a forma de ser ou de parecer, de conviver ou de agradar, de conquistar ou de utilizar-se, dando surgimento, quase sempre, quando não correta, a inúmeros conflitos, a diversas culpas.

(…)

Livro O Consolador

109 –O período infantil é o mais importante para a tarefa educativa?

-O período infantil é o mais sério e o mais propício à assimilação dos princípios educativos.

Até aos sete anos, o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. Nessa idade, ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. Suas recordações do plano espiritual são, por isso, mais vivas, tornando-se mais suscetível de renovar o caráter e a estabelecer novo caminho, na consolidação dos princípios de responsabilidade, se encontrar nos pais legítimos representantes do colégio familiar.

Eis por que o lar é tão importante para a edificação do homem, e por que tão profunda é a missão da mulher perante as leis divinas.

Passada a época infantil, credora de toda vigilância e carinho por parte das energias paternais, os processos de educação moral, que formam o caráter, tornam-se mais difíceis com a integração do Espírito em seu mundo orgânico material, e , atingida a maioridade, se a educação não se houver feito no lar, então, só o processo violento das provas rudes, no mundo, pode renovar o pensamento e a concepção das criaturas, porquanto a alma reencarnada terá retomado todo o seu patrimônio nocivo do pretérito e reincidirá nas mesmas quedas, se lhe faltou a Luz interior dos sagrados princípios educativos.

110 –Qual a melhor escola de preparação das almas reencarnadas, na Terra?

-A melhor escola ainda é o lar, onde a criatura deve receber as bases do sentimento e do caráter.

Os estabelecimentos de ensino, propriamente do mundo, podem instruir, mas só o instituto da família pode educar. É por essa razão que a universidade poderá fazer o cidadão, mas somente o lar pode edificar o homem.

Na sua grandiosa tarefa de cristianização, essa é a profunda finalidade do Espiritismo evangélico, no sentido de iluminar a consciência da criatura, a fim de que o lar se refaça e novo ciclo de progresso espiritual se traduza, entre os homens, em lares cristãos, para a nova era da Humanidade.

(…)

A culpa pode apresentar-se a partir do momento em que se deseja viver a independência, como se isso constituísse uma traição, um desrespeito àqueles que contribuíram para o desenvolvimento da existência, que deram orientação, que se esforçaram pela educação recebida. Entretanto, merece considerar que, se o esforço foi realizado com o objetivo de dar felicidade, esta começa a partir do instante em que o indivíduo afirma-se como criatura, em que tem capacidade para decidir, para realizar, para fazer-se independente.

Os adultos imaturos, no entanto, diante desse comportamento, cobram o pagamento pelo que fizeram, dizendo-se abandonados, queixando-se de ingratidão, provocando sentimentos injustificáveis de culpa, conduta essa manipuladora e infeliz. (…)

A culpa é algoz persistente e perigoso, que merece orientação psicológica urgente.

Livro Pensamento e vida – Capítulo 22 – Culpa

“Quando fugimos ao dever, precipitamo-nos no sentimento de culpa, do qual se origina o remorso, com múltiplas manifestações, impondo-nos brechas de sombra aos tecidos sutis da alma.

E o arrependimento, incessantemente fortalecido pelos reflexos de nossa lembrança amarga, transforma-se num abscesso mental, envenenando-nos, pouco a pouco, e expelindo, em torno, a corrente miasmática de nossa vida íntima, intoxicando o hausto espiritual de quem nos desfruta o convívio.”

Livro Evolução para o terceiro milênio

Sentimento de culpa aparecem mui vulgarmente, acarretando manifesto desequilíbrio emocional nos seus portadores.

(…)

E o remorso? É mais um estado emocional perturbado que decorre do prejuízo ao próximo, permanecendo longamente. Consiste no retorno constante à lembrança de quadros maléficos, do mal praticado, fazendo o paciente padecer lentamente porque nem consegue corrigir o erro realizado, nem vislumbrar o fim do sofrimento.

O remorso intenso pode gerar no culpado enfermidade psíquica nesta vida mesmo, como o mencionado ancião que ficou esquizofrênico de tanto remoer a antiga façanha de apropriar-se dos bens dos irmãos. Todavia, passa para o futuro e o espírito desesperado renasce com predisposição para o desequilíbrio nervoso; facilmente, entre as lutas que é forçado a sustentar no mundo, as provações cármicas, cai na área da moléstia mental.

182 –O remorso é uma punição?

-O remorso é a força que prepara o arrependimento, como este é a energia que precede o esforço regenerador. Choque espiritual nas suas características profundas, o remorso é o interstício para a luz, através do qual recebe o homem a cooperação indireta de seus amigos do Invisível, a fim de retificar seus desvios e renovar seus valores morais, na jornada para Deus.

O céu e o inferno. Código penal da vida futura. Item 13, 16 e 17. Allan Kardec.

13º A duração do castigo está subordinada à melhoria do Espírito culpado. Nenhuma condenação, por tempo determinado, é pronunciada contra ele. O que Deus exige para pôr termo aos seus sofrimentos, é uma melhoria séria, efetiva, e um retorno sincero ao bem.

O Espírito é, assim, sempre, o árbitro da sua própria sorte; pode prolongar os seus sofrimentos pelo seu endurecimento no mal, abrandá-los ou abreviá-los por seus esforços para fazer o bem.

16º O arrependimento é o primeiro passo para a melhoria; mas só ele não basta, é preciso, ainda, a expiação, a reparação.

Arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas conseqüências.

O arrependimento abranda as dores da expiação, no que traz a esperança e prepara os caminhos da reabilitação; mas unicamente a reparação pode anular o efeito, em destruindo a causa; o perdão seria uma graça e não uma anulação.

17º O arrependimento pode ocorrer em qualquer parte e em qualquer tempo; se é tardio, o culpado sofre por mais tempo.

A expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais, que são a conseqüência da falta cometida, seja desde a vida presente, seja, depois da morte, na vida espiritual, seja em nova existência corporal, até que os traços da falta tenham se apagado.

A reparação consiste em fazer o bem àquele a quem se fez o mal. Aquele que não reparar os seus erros nesta vida, por impossibilidade ou má vontade, se reencontrará, numa existência ulterior, em contato com as mesmas pessoas que tiveram do que se lastimar dele, e em condições escolhidas por ele mesmo, de maneira a poder provar-lhes o seu devotamento, e fazer-lhes tanto bem quanto lhes haja feito de mal.

Mereça ser feliz. Cap.26 – Traços do arrependimento. Ermance Dufaux. Wanderley S. Oliveira

Três são os traços que caracterizam o arrependimento: desejo de melhora, sentimento de culpa e esforço de superação. Se tirarmos o esforço de superação dessa sequência teremos o cruel episódio mental do remorso, ou seja, os arrependidos que nada fazem para se melhorar. As tendências mais marcantes dessas experiências interiores podem ser percebidas em algumas manifestações de “dor psíquica corretiva”, que se diferencia da “dor psíquica expiatória”. O arrependimento impulsiona, o remorso estagna. Esses três traços psicológicos e emocionais que determinam o ato de arrepender-se passam por metamorfoses infinitas, conforme a personalidade que o vivência.

  1. Processos de libertação da culpa

Há uma culpa saudável que deve acompanhar os atos humanos quando estes não correspondem aos padrões do equilíbrio e da Ética. Esse sentimento, porém, deve ser encarado como um sentido de responsabilidade.

Sem ela, perder-se-ia o controle da situação, permitindo que os indivíduos agissem irresponsavelmente.

Todas as criaturas cometem erros, alguns de natureza grave. No entanto, não têm por que desanimar na luta, ou abandonar os compromissos de elevação moral.

O antídoto para a culpa é o perdão. Esse perdão que poderá ser direcionado a si mesmo, a quem foi a vítima, à comunidade, à Natureza.

Desde que a paz e a culpa não podem conviver juntas, porque uma elimina a presença da outra, torna-se necessário o exercício da compreensão da própria fraqueza, para que possa a criatura libertar-se da dolorosa injunção.

A coragem de pedir perdão e a capacidade de perdoar são dois mecanismos terapêuticos liberadores da culpa.

Consciente do erro, torna-se exeqüível que se busque uma forma de reparação, e nenhuma é mais eficiente do que a de auxiliar aquele a quem se ofendeu ou prejudicou, ensejando-lhe a recomposição do que foi danificado.

Tratando-se de culpa que remanesce no inconsciente, procedente de existência passada, a mudança de atitude em relação à vida e aos relacionamentos, ensejando-se trabalho de edificação, torna-se o mais produtivo recurso propiciador do equilíbrio e a libertador da carga conflitiva.

Livro O consolador – Sobre o Perdão

333 –Na lei divina, há perdão sem arrependimento?

-A lei divina é uma só, isto é, a do amor que abrange todas as coisas e todas as criaturas do Universo ilimitado.

A concessão paternal de Deus, no que se refere à reencarnação para a sagrada oportunidade de uma nova experiência, já significa, em si, o perdão ou a magnanimidade da Lei. Todavia, essa oportunidade só é concedida quando o Espírito deseja regenerar-se e renovar seus valores íntimos pelo esforço nos trabalhos santificantes.

Eis por que a boa vontade de cada um é sempre o arrependimento que a Providência Divina aproveita em favor do aperfeiçoamento individual e coletivo, na marcha dos seres para as culminâncias da evolução espiritual.

334 –Antes de perdoarmos a alguém, é conveniente o esclarecimento do erro?

-Quem perdoa sinceramente, fá-lo sem condições e olvida a falta no mais íntimo do coração; todavia, a boa palavra é sempre útil e a ponderação fraterna é sempre um elemento de luz, clarificando o caminho das almas.

335 –Quando alguém perdoa, deverá mostrar a superioridade de seus sentimentos para que o culpado seja levado a arrepender-se da falta cometida?

-O perdão sincero é filho espontâneo do amor e, como tal, não exige reconhecimento de qualquer natureza.

336 –O culpado arrependido pode receber da justiça divina o direito de não passar por determinadas provas?

-A oportunidade de resgatar a culpa já constitui em sai mesma, um ato de misericórdia divina, e, daí, o considerarmos o trabalho e o esforço próprio como a luz maravilhosa da vida.

Entendendo, todavia, a questão à generalidade das provas; devemos concluir ainda, com o ensinamento de Jesus, que “o amor cobre a multidão dos pecados”, traçando a linha reta da vida para as criaturas e representando a única força que anula as exigências da lei de talião, dentro do Universo infinito.

337 – “Concilia-te depressa com o teu adversário” – Essa é a palavra do Evangelho, mas se o adversário não estiver de acordo como bom desejo de fraternidade, como

efetuar semelhante conciliação?

-Cumpra cada qual o seu dever evangélico, buscando o adversário para a reconciliação precisa, olvidando a ofensa recebida. Perseverando a atitude rancorosa daquele, seja a questão esquecida pela fraternidade sincera, porque o propósito de represália, em si mesmo, já constitui numa chaga viva para quanto o conservam no coração

1 João 3:16 a 24

18 Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade. 19 Assim saberemos

que somos da verdade; e tranquilizaremos o nosso coração diante dele 20 quando o nosso coração nos condenar. Porque Deus é maior do que o nosso coração e sabe todas as coisas. 21 Amados, se o nosso coração não nos condenar, temos confiança diante de Deus 22 e recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada. 23 E este é o seu mandamento: Que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, como ele nos ordenou. 24 Os que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem, e ele neles. Do seguinte modo sabemos que ele permanece em nós: pelo Espírito que nos deu.

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