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Centro Espírita Leocádio Corrêia > Artigos > Palestras > A Lei de Amor – palestra 27.05.26

A Lei de Amor – palestra 27.05.26

celcPalestras3 de junho de 20260

A Lei de Amor

CELC 05.26 – Solange

Hoje vou falar não só da Lei de Amor, mas sim da Lei de Amor que cura todos os males, dores e aflições, sabemos que o nosso mundo é de provas e expiações. E com nossas dificuldades e hábitos ruins que possuímos não conseguimos nos desvencilhar desses males, a característica maior ainda é o orgulho e o egoísmo, tem também a vaidade, ambição que nos afasta do progresso espiritual. E Jesus esteve encarnado a 2000 mil anos atrás para nos ensinar e mostrar como se pratica essa lei para nossa caminhada a evolução.

O apostolo Paulo de Tarso traz no primeiro versículo do capitulo 13 de Coríntios, o seguinte: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. Nesta passagem, Paulo argumenta que, sem o amor, as maiores habilidades e dons perdem totalmente o seu valor.

Continuando em 1Corintios13: 4 ao 7 e 13: Está assim: O amor é paciente e bondoso. Não é invejoso, nem orgulhoso; não é arrogante, nem grosseiro. O amor não exige que se faça o que ele quer. Não é irritadiço e dificilmente suspeita do mal que os outros lhe possam fazer. Nunca fica satisfeito com a injustiça, mas alegra-se com a verdade. O amor nunca desiste, nunca perde a fé, tem sempre esperança e persevera em todas as circunstâncias. Há três coisas que hão de perdurar: a fé, a esperança e o amor. E destas, a principal é o amor. Não podemos dizer que não sabíamos e como vamos fazer para possuir o amor? O Evangelho de Jesus Cristo é o caminho. Basta querer seguir esse caminho.

Jesus disse e está no Evangelho Segundo Espiritismo cap-25:2 – Sob o ponto de vista terrestre, a máxima: Buscai e achareis, é semelhante a esta outra: Ajuda-te, e o céu te ajudará. A expressão, portanto, resume a ideia de que Deus auxilia aqueles que trabalham e se esforçam por si mesmo. É que assim deveríamos mudar os nossos atos, pensamentos, adquirindo a paciência, a resignação e compreensão das dores e dificuldades que causamos a nós e ao próximo. Essa é uma luta diária e constante para todos nós. 

No Livro dos espíritos quando Kardec pergunta sobre as guerras os espíritos respondem: que a causa que leva os homens a guerra é predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfação das paixões. Kardec quer saber se a guerra desaparecerá um dia da Terra, respostas dos espíritos: sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a Lei de Deus (que é o amor); então todos os povos serão irmãos.

Deus na sua misericórdia e justiça nos deu a reencarnação que só o espiritismo nos dá essa compreensão de que vamos reencarnar quantas vezes for necessário para nossa reconstrução moral e espiritual, que é a reforma íntima. E quando será que ocorrerá essa reforma íntima, quando nos dedicarmos a aprender e a dar o amor que cura, que colabora até com a nossa evolução para um dia sentirmos que cumprimos o nosso dever, é nossa tarefa neste planeta, e retornaremos, quantas vezes for necessário para nossa evolução. Deus assim a quer, e tudo depende de nossa boa vontade e trabalho, e assim cumprimos essa lei..

Então o dever fundamental do ser humano é obedecer a Lei de Deus. Em Eclesiastes 12:13 e 14 resume isso ao afirmar: “De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: Teme a Deus, e obedeça aos seus mandamentos; porque esse é o dever de todo homem.  Nós teremos de prestar contas a Deus de tudo o que fizermos em segredo, quer seja bem quer seja o mau.

Na primeira epístola do apóstolo João 2:1, 2, 5,6 a 7,10,15,16,17, começa assim: Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis: e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo o justo.- É por meio do próprio Jesus Cristo que os nossos pecados são perdoados, e não somente nossos, mas também o pecado do mundo. Porém, se obedecemos aos ensinamentos de Deus, sabemos que amamos a Deus de todo nosso coração. É assim que podemos ter certeza de que estamos vivendo unidos com Deus. Quem diz que vive unido com Deus deve viver como Jesus Cristo viveu. Irmãos, não vos escrevo mandamento novo, mas antigo, que tendes desde o princípio. Esse mandamento antigo é aquele que receberam lá no começo. Aquele que ama seu irmão permanece na luz, e nele não há tropeço. Não ameis o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, o desejo da carne, o desejo dos olhos e o orgulho dos bens, não vem do Pai, mas sim do mundo. Ora, o mundo passa, bem como seus desejos; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece (vive) para sempre.

1 João 4: 8Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. – 4:20 e 21- Se alguém diz: Eu amo a Deus, e aborrece seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? O mandamento que Cristo nos deu é este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão.

No Evangelho Segundo Espiritismo, capitulo 1 número 1- onde inicia assim: Não penseis que vim destruir a Lei ou os profetas; eu não vim destruí-los, mas dar-lhes cumprimento; porque eu vos digo em verdade que o céu e a Terra não passarão antes que tudo o que está na lei seja cumprido perfeitamente, até um único jota e um só ponto . Quer dizer que nem o menor traço da lei será ignorado, pois as leis de Deus não se alteram.

Não podemos esquecer que na lei mosaica, há duas partes distintas: a lei de Deus, promulgada no monte Sinai, e a lei civil ou disciplinar, decretada por Moisés. Uma é invariável; a outra, apropriada aos costumes e ao caráter do povo, se modifica com o tempo. Mas antes vou colocar aqui umas questões do Livro Consolador que Emmanuel através de Chico Xavier traz perguntas e respostas muito esclarecedoras, dizendo que a doutrina Espírita é ciência, filosofia e religião que fala de leis, e de Moisés o escolhido.

Qual seria então a tarefa de Moisés aqui na terra? Na questão 270 do Consolador está assim: Apesar de suas expressões tão humanas, Moisés veio ao mundo como missionário divino? Resposta examinando-se os seus atos enérgicos de homem, há a considerar as características da época em que se verificou a grande tarefa do missionário hebreu, legítimo emissário do plano espiritual superior, para entregar ao mundo terrestre a grande e sublime mensagem da primeira revelação. Como expressões diversas, o grande enviado não poderia dar conta exata de suas preciosas obrigações, em face da Humanidade ignorante e materialista.

Questão 271 Moisés mostrou ao mundo a lei definitiva? Resposta: – O profeta de Israel deu à Terra as bases da Lei divina e imutável, mas não toda a Lei, integral e definitiva. Aliás, somos obrigados a reconhecer que os homens receberão sempre as revelações divinas de conformidade com a sua posição evolutiva. Até agora, a Humanidade da era cristã recebeu a grande Revelação em três aspectos essenciais: Moisés trouxe a missão da Justiça; o Evangelho, a revelação insuperável do Amor, e o Espiritismo em sua feição de Cristianismo redivivo, traz, por sua vez, a sublime tarefa da Verdade. No centro das três revelações encontra-se Jesus Cristo, como o fundamento de toda a luz e de toda a sabedoria. É que, com Amor, a Lei manifestou-se na Terra no seu esplendor máximo; a Justiça e a Verdade nada mais são que os instrumentos divinos de sua exteriorização, com aquele Cordeiro de Deus, alma da redenção de toda a Humanidade. A justiça, portanto, lhe aplainou os caminhos, e a Verdade, consequentemente, esclarece os seus divinos ensinamentos. Eis por que, com o Espiritismo simbolizando a Terceira Revelação da Lei, o homem terreno se prepara, aguardando as sublimadas realizações do seu futuro espiritual, nos milênios porvindouros. (Está por vir, refere ao futuro).

Questão 272 Qual a significação da lei de talião “olho por olho, dente por dente” (expiação), em face da necessidade da redenção de todos os Espíritos pelas reencarnações sucessivas? Resposta: – A lei de talião prevalece para todos os Espíritos que não edificaram ainda o santuário do amor nos corações e que representam a quase totalidade dos seres humanos. (o que fizer de errado vamos expiar) Presos, ainda, aos milênios do pretérito, não cogitaram de aceitar e aplicar o Evangelho a si próprios, permanecendo encarcerados em círculos viciosos de dolorosas reencarnações expiatórias e purificadoras. Moisés proclamou a Lei antiga, muitos séculos antes do Senhor. Como já dito, o profeta hebraico apresentava a Revelação com a face divina da Justiça; mas, com Jesus, o homem do  mundo recebeu o  código  perfeito do Amor. Se Moisés ensinava o “olho por olho, dente por dente”, Jesus Cristo esclarecia que o “amor cobre a multidão dos pecados”. Daí a verdade de que as criaturas humanas se redimirão (pelos erros do passado) pelo amor e se elevarão a Deus por ele, anulando com o bem todas as forças que lhes possam encarcerar o coração nos sofrimentos do mundo.

Então não devemos esquecer que somos espíritos imperfeitos, da terceira ordem, temos predominância da matéria sobre o Espírito, propensão ao mal, ignorância, orgulho, egoísmo e todas as más paixões que lhes são consequências. (não cumprimos as leis divinas na sua totalidade). Esta é a Questão 101 L.E.

Vamos então falar do Decálogo divino que está descrito também aqui no Livro dos Espíritos no terceiro livro e fala das Leis morais que é também dividida em 10 leis, A Lei de Adoração, Trabalho, Reprodução, Conservação, Destruição, Sociedade, Progresso, Igualdade, Liberdade e Justiça, Amor e Caridade.

No Evangelho Segundo espiritismo capítulo 1 item 2, Kardec coloca assim a lei de Deus está formulada nos dez mandamentos seguintes:

I- Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás deuses estrangeiros diante de mim. Não farás para ti imagens de escultura, nem figura alguma de tudo o que há em cima no céu, e do que há embaixo na terra, nem de coisa que haja nas águas debaixo da terra. Não adorarás nem lhes darás culto. 

II- Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.

III- Lembra-te de santificar o dia de sábado.

IV- Honrarás a teu pai e a tua mãe, para teres uma dilatada vida sobre a terra que o Senhor teu Deus te há de dar.

V- Não matarás.

VI- Não cometerás adultério.

VII- Não furtarás.

VIII- Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

IX- Não desejarás a mulher do próximo.

X- Não cobiçarás a casa do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem outra coisa alguma que lhe pertença.

 Esta lei é de todos os tempos e de todos os países, e tem, por isso: mesmo, um caráter divino. Todas as demais são leis estabelecidas por Moisés, obrigado a manter pelo temor um povo naturalmente turbulento e indisciplinado, no qual tinha de combater alguns abusos arraigados e preconceitos adquiridos durante a servidão no Egito. Para dar autoridade às suas leis, ele teve de lhes atribuir uma origem divina, como o fizeram todos os legisladores dos povos primitivos. A autoridade do homem devia apoiar-se sobre a autoridade de Deus. Mas só a ideia de um Deus terrível podia impressionar homens ignorantes, em que o senso moral e o sentimento de uma estranha justiça estavam ainda pouco desenvolvidos. É evidente que aquele que havia estabelecido em seus mandamentos: “não matarás” e “não farás mal ao teu próximo”, não poderia contradizer-se, ao fazer do extermínio um dever. As leis mosaicas, propriamente ditas, tinham, portanto, um caráter essencialmente transitório.

No itens 3, 4, 7, 9 e 10 : está assim

Jesus não veio destruir a lei, Ele veio cumpri-la, ou seja, desenvolvê-la, dar-lhe o seu verdadeiro sentido e apropriá-la ao grau de adiantamento dos homens. Eis porque encontramos nessa lei o princípio dos deveres para com Deus e para com o próximo, que constitui a base de sua doutrina. Quanto às leis de Moisés propriamente ditas, ele, pelo contrário, as modificou profundamente, no fundo e na forma. Combateu constantemente o abuso das práticas exteriores e as falsas interpretações, e não podia fazê-las passar por uma reforma mais radical do que as reduzindo a estas palavras: “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo”, e ao acrescentar: “Esta é toda a lei e os profetas”. Por estas palavras: “O céu e a terra não passarão, enquanto não se cumprir até o último jota”, Jesus quis dizer que era necessário que a lei de Deus fosse cumprida, ou seja, que fosse praticada sobre a terra, em toda a sua pureza, com todos os seus desenvolvimentos e todas as suas consequências. Pois de que serviria estabelecer essa lei, se ela tivesse de ficar como privilégio de alguns homens ou mesmo de um só povo? Todos os homens, sendo filhos de Deus, são, sem distinções, objetos da mesma solicitude.

Mas o papel de Jesus não foi simplesmente o de um legislador moralista, sem outra autoridade que a sua palavra. Ele veio cumprir as profecias que haviam anunciado o seu advento(sua vinda). Sua autoridade decorria da natureza excepcional do seu Espírito e da natureza divina da sua missão. Ele veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não está na terra, mas no Reino dos Céus; ensinar-lhes o caminho que os conduz até lá, os meios de se reconciliarem com Deus, e os advertir sobre a marcha das coisas futuras, para o cumprimento dos destinos humanos.

O Cristo foi o iniciador da moral mais pura e mais sublime: a moral evangélico-cristã que deve renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos, que deve fazer jorrar de todos os corações humanos a caridade e o amor ao próximo, e criar entre todos os homens uma solidariedade comum; de uma moral, enfim, que deve transformar a Terra, e dela fazer morada para os espíritos superiores àquele que a habitam hoje. O espiritismo é a alavanca da qual Deus se serve para fazer alavancar a Humanidade.

Foi Moisés quem abriu o caminho; Jesus continuou a obra, e o Espiritismo vai arrematar.(concluir, finalizar a obra). Olha só a responsabilidades de nós espiritas não é. Quando Cristo disse : Eu não vim destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento, o Espiritismo diz igualmente: Eu não vim destruir a lei cristã, mas cumpri-la.

O Espiritismo é de ordem divina, uma vez que repousa sobre as próprias leis da natureza, e crede que tudo o que é de ordem divina tem um objetivo grande e útil.

No Livro dos Espíritos, terceiro livro das Leis Morais na questão 614 –  Kardec pergunta aos espíritos; O que se deve entender por lei natural? Resposta dos espíritos: A lei natural é a Lei de Deus. É a única necessária à felicidade do homem. Ela lhe indica o que deve ou não fazer, e ele só é infeliz quando dela se afasta.

A lei de Deus é eterna? Resposta: Ela é eterna e imutável, como o próprio Deus. Questão 615 

Será possível que Deus em certa época haja prescrito aos homens o que noutra época lhes proibiu? Resposta “Deus não se engana. Os homens é que são obrigados a modificar suas leis, por imperfeitas. As de Deus, essas são perfeitas.  A harmonia que reina no universo material, como no universo moral, se funda em leis estabelecidas por Deus desde toda a eternidade. ”Questão 616

O que as Leis Divinas abrangem? Referem-se a algo mais, além da conduta moral? Resp: Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o autor de tudo. O sábio estuda as leis da matéria, o homem de bem estuda e pratica as da alma.” Questão 617 

Então podemos dizer que Jesus Cristo veio até nós dizendo olha com sua inteligência dada pelo meu Pai, estuda suas leis e as pratica com amor, aí sim se aproximará Dele. 

Os espíritos de Lázaro, Fénelon e Sansão traz nas instruções dos espíritos, para Kardec no Evangelho Segundo Espiritismo no capítulo 11 onde o título é A lei de Amor nos itens 8,9 e 10, que o amor é sentimento por excelência, o amor extingue as misérias sociais, amando aí sim seremos amamos.

Então diz assim: O amor resume a doutrina de Jesus inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! 

Vou falar agora de uma parábola de Jesus que nos abre um olhar para o amor que Ele tanto nos ensina em seu evangelho que é a parábola do Bom Samaritano está escrita na Bíblia Sagrada, especificamente no Evangelho de Lucas, capítulo 10, versículos 25 a 37.  Ela é narrada por Jesus para responder à pergunta sobre quem é o “próximo” e ilustrar o amor genuíno e a compaixão.

Um doutor da lei perguntou a Jesus: Como herdar a vida eterna? E ele lhe disse: Que está escrito na lei? Como lês? E respondendo ele, disse: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. Disse Jesus: Respondeste bem, faze isso e viverás. E o doutor querendo justificar disse a Jesus: E quem é o meu próximo? E respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, por  acaso, descia pelo mesmo caminho um certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando-se ao lugar, e vendo-o, passou de largo. Porém um certo samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele, e vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E partindo no outro dia, tirou dois denários, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que gastares a mais, eu te pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faz da mesma maneira.

Nesta parábola Jesus conta sobre um homem assaltado e ferido, ignorado por um sacerdote e um levita, mas ajudado por um samaritano, inimigo histórico dos judeus.

A parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:25-37) ensina principalmente que o amor ao próximo deve ser prático e incondicional, superando preconceitos, barreiras culturais e religiosas. Ela destaca a compaixão em ação, a importância de se envolver pessoalmente na necessidade do outro e que o próximo é qualquer pessoa que precise de auxílio, independentemente de raça, religião ou cultura. A parábola nos desafia a não sermos indiferentes à dor alheia. Ser um “bom samaritano” significa tomar a iniciativa de fazer-se próximo de quem sofre, saindo da zona de conforto para prestar socorro.

Ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.

O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: mas à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.

O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. É então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. – Lázaro. (Paris, 1862.)

O amor é de essência divina e todos vós, do primeiro ao último, tendes, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado. É fato, que já haveis podido comprovar muitas vezes, este: o homem, por mais abjeto, vil e criminoso que seja, vota a um ente ou a um objeto qualquer viva e ardente afeição à prova de tudo quanto tendesse a diminuí-la e que alcança, não raro, sublimes proporções.

Para praticardes a lei de amor, tal como Deus o entende, preciso se faz chegueis passo a passo a amar a todos os vossos irmãos indistintamente. A tarefa é longa e difícil, mas cumprir-se-á: Deus o quer e a lei de amor constitui o primeiro e o mais importante preceito da vossa nova doutrina, porque é ela que um dia matará o egoísmo, qualquer que seja a forma sob que se apresente, dado que, além do egoísmo pessoal, há também o egoísmo de família, de casta, de nacionalidade. Disse Jesus: “Amai o vosso próximo como a vós mesmos. ” Ora, qual o limite com relação ao próximo? Será a família, a seita, a nação? Não; é a Humanidade inteira. Nos mundos superiores, o amor recíproco é que harmoniza e dirige os Espíritos adiantados que os habitam, e o vosso planeta, destinado a realizar em breve sensível progresso, verá seus habitantes, em virtude da transformação social por que passará, a praticar essa lei sublime, reflexo da Divindade.

Os efeitos da lei de amor são o melhoramento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrestre. Os mais rebeldes e os mais viciosos se reformarão, quando observarem os benefícios resultantes da prática deste preceito: Não façais aos outros o que não quiserdes que vos façam; fazei-lhes, ao contrário, todo o bem que vos esteja ao alcance fazer-lhes.

A Terra, orbe de provação e de exílio, será então purificada por esse fogo sagrado e verá praticados na sua superfície a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação e o sacrifício, virtudes todas filhas do amor. Não vos canseis, pois, de escutar as palavras de João, o Evangelista. Como sabeis, quando a enfermidade e a velhice o obrigaram a suspender o curso de suas prédicas, limitava-se a repetir estas suavíssimas palavras: “Meus filhinhos, amai-vos uns aos outros. ”

Havendo os estudos espíritas desenvolvido em vós a compreensão do futuro, uma certeza tendes: a de caminhardes para Deus, vendo realizadas todas as promessas que correspondem às aspirações de vossa alma. Amar, no sentido profundo do termo, é o homem ser leal, probo, consciencioso, para fazer aos outros o que queira que estes lhe façam; é procurar em torno de si o sentido íntimo de todas as dores que acabrunham seus irmãos, para suavizá-las; é considerar como sua a grande família humana, porque essa família todos a encontrareis, dentro de certo período, em mundos mais adiantados; e os Espíritos que a compõem são, como vós, filhos de Deus, destinados a se elevarem ao infinito.

Crede que esta sábia exortação: “Amai bastante, para serdes amados”, abrirá caminho; revolucionária, ela segue sua rota, que é determinada, invariável. Mas já ganhastes muito, vós que me ouvis, pois que já sois infinitamente melhores do que éreis há cem anos. Mudastes tanto, em proveito vosso, que aceitais de boa mente, sobre a liberdade e a fraternidade, uma imensidade de ideias novas, que outrora rejeitaríeis. Ora, daqui a cem anos, sem dúvida aceitareis com a mesma facilidade as que ainda vos não puderam entrar no cérebro.

Hoje, quando o movimento espírita há dado tão grande passo, vede com que rapidez as ideias de justiça e de renovação, constantes nos ditados espíritas, são aceitas pela parte mediana do mundo inteligente.

E, como tudo se encadeia sob a direção do Altíssimo, todas as lições recebidas e aceitas virão a encerrar-se na permuta universal do amor ao próximo. Por aí, os Espíritos encarnados, melhor apreciando e sentindo, se estenderão as mãos, de todos os confins do vosso planeta. Uns e outros reunir-se-ão, para se entenderem e amarem, para destruírem todas as injustiças, todas as causas de desinteligências entre os povos.

Grande conceito de renovação pelo Espiritismo, tão bem exposto em O livro dos espíritos; tu produzirás o portentoso milagre do século vindouro, o da harmonização de todos os interesses materiais e espirituais dos homens.

Quando Jesus pede ao Pai já ali no final de sua existência corpórea para que Ele perdoasse os nossos pecados, porque o seu amor por nós é tão grande, que Ele não queria que sofrêssemos talvez ali por um ato tão terrível, e ainda temos dúvidas do seu amor por nós, Jesus também amava muito seus apóstolos que na época não O defendeu, tem um livro que descreve a ida de Jesus ao umbral amparar um dos apóstolos antes de subir até Deus, demonstrando com esse ato o seu amor por todos nós.

Na literatura mediúnica, o tema é abordado com foco na misericórdia. Um exemplo é a poesia do espírito Maria Dolores; Emmanuel, ao prefaciar as obras, qualifica Maria Dolores como “denodada obreira do Bem Eterno”, “intérprete de Jesus”, “alma abnegada de irmã”, “irmã querida”, “poetisa da vida”, “Mensageira da Espiritualidade”, “devotada Seareira do Bem”, “irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior”, “nossa irmã e benfeitora”, “Poetisa da Espiritualidade Superior”. Essa poesia é psicografada por Chico Xavier, que relata que Jesus desceu às sombras após a crucificação para consolar e amparar Judas, um gesto de amor confortado e acompanhado por Maria.

A mensagem principal por trás dessa tradição extracurricular é o perdão e o cuidado amoroso de Maria e de Jesus mesmo diante da maior das traições.

O título do Livro é Coração e Vida – Maria Dolores – Chico Xavier Capitulo 14 –Amor e Perdão

Começa assim. Madalena fora ao túmulo querido entre pedras de extremo desconforto, levava flores para o Mestre morto, tinha o peito magoado e enternecido. O sol reaparecia, resplendente, A névoa da manhã fundia-se no ar, na dourada invasão das flamas do Nascente, Maria estava ali, unicamente, a fim de estar a sós, recolher-se e chorar. A desfazer-se em pranto, ela arguia(questionamento): – “Por que, por que Senhor? Tanta saudade e tanta dor?!… Toda a felicidade que eu sentia jaz aqui sepultada… Transformou-se-me a vida em sombra e nada no ermo deste pouso derradeiro…”. Nisso, ela viu alguém… seria um jardineiro? Um zelador daquele campo santo? Mas tomada de espanto, viu-se à frente do Mestre Nazareno, o excelso benfeitor ressuscitado, A envolver-lhe de paz o coração cansado… Ela gritou: “Senhor!” Ele disse: “Maria!” Ela era a expressão da perfeita alegria, Ele, o perfeito amor. Madalena ajoelhou-se e quis beijar-lhe os pés… – “Maria, por quem és” – explicou-se “Não me toques, porquanto não te esperava aqui neste recanto, e ainda não fui ao Pai revestir-me de luz…” Maria, surpreendida, indagou em seguida: – “Senhor, onde estiveste? Em que jardim celeste Encontraste o descanso necessário, Que vem de Deus, nos dons da paz completa? Perdoa-me, Senhor, a pergunta indiscreta, Dói-me, porém, pensar na angústia do Calvário, …Não existem no amor donativos plebeus, tens contigo a riqueza da esperança, o sorriso da paz e a proteção de Deus. Revolto-me, padeço, mas não venço a mágoa de lembrar-te o sacrifício imenso” Mas Jesus respondeu: – “Não, Maria, não fui ainda ao Alto, Nem me elevei sequer um palmo à luz do firmamento, quem ama não consegue achar o Céu de um salto… Ao invés de subir aos Altos Resplendores, desci, mas desci muito aos reinos inferiores… Despertando no túmulo, escutei os gritos da aflição de alguém que muito amei e que muito amo ainda… Embora visse além, a luz sempre mais linda, sentia nesse alguém um amado companheiro, em crises de tristeza e de loucura… Fui à sombra abismal para a grande procura e ao reencontrá-lo amargurado e louco, a ponto de não mais me conhecer, demorei-me a afagá-lo e, pouco a pouco, consegui que ele, enfim, pudesse adormecer…” – “Senhor” – interrogou a Madalena “Quem é o amigo que te fez descer, antes de procurar a luz do Pai?” Mas Jesus replicou, em voz clara e serena: – “Maria, um amigo não esquece a dor de outro amigo que cai… Antes de me altear à Celeste Alegria, ao sol do mesmo amor a Deus, em que te enlevas, vali-me, após a cruz, das grandes horas mudas, e desci para as trevas, a fim de aliviar a imensa dor de Judas”. Será que um dia entenderemos esse amor que Jesus tem por nós?

Como esse amor emociona a gente não é, na resposta da questão 888.A do Livro dos Espíritos, está assim: Amai-vos uns aos outros, eis toda a lei, Lei divina, mediante a qual governa Deus os mundos. O amor é a lei de atração para os seres vivos e organizados. A atração é a lei de amor para a matéria inorgânica. Não esqueçais nunca que o Espírito, qualquer que seja o grau de seu adiantamento, sua situação como reencarnado, ou na erraticidade, está sempre colocado entre um superior, que o guia e aperfeiçoa, e um inferior, para com o qual tem que cumprir esses mesmos deveres. Sede, pois, caridosos, praticando, não só a caridade que vos faz dar friamente o óbolo que tirais do bolso ao que vo-lo ousa pedir, mas a que vos leve ao encontro das misérias ocultas. Sede indulgentes com os defeitos dos vossos semelhantes. Em vez de votardes desprezo à ignorância e ao vício, instruí os ignorantes e moralizai os viciados. Sede brandos e benevolentes para com tudo o que vos seja inferior. Sede-o para com os seres mais ínfimos da criação e tereis obedecido à Lei de Deus.” São Vicente de Paulo

Tenho outro texto que vou colocar aqui me tocou muito, e quero passar para vocês.

O texto do site da Federação Espirita Do Paraná. Redação do Momento Espírita – fala também. Sobre amor do Cristo por JUDAS: O livro é “Momentos de Ouro” por Espíritos diversos no capitulo Retrato de Mãe, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Inicia assim: Depois de ter passado muito tempo sobre os quadros sombrios da crucificação no Calvário, Judas, o traidor do Cristo, agora cego no Além, estava solitário e profundamente triste…Era triste também a paisagem, o céu se mostrava nevoento…

Cansado de remorso e sofrimento, sentou-se e as lágrimas brotaram quentes de seus olhos melancólicos…

Naquele instante, nobre mulher, vinda de planos superiores, envolta em celestes esplendores, que ele quase nem conseguia perceber, chega e afaga a cabeça do infeliz.

Em seguida, num tom de carinho profundo, quase que em oração, ela diz:

Meu filho, por que choras?

Por acaso não sabes? – Responde o interpelado, claramente transtornado. Sou um morto-vivo. Matei-me e novamente estou de pé, sem consolo, sem lar, sem amor, sem fé…

Não ouvistes falar de Judas, o traidor?

Fui eu que aniquilei a vida do Senhor…

A princípio, julguei poder fazê-lo Rei, mas apenas lhe impus sacrifício, martírio, sangue e cruz. E, em flagelo e aflição eis a que minha vida se reduz agora, nobre senhora…

Afasta-te de mim, deixa-me padecer neste inferno sem fim… Nada me perguntes, retira-te, pois nada sabes do remorso que me agita.

Nunca penetrarás minha infinita dor… O assunto que lastimo é unicamente meu…

No entanto, a dama calma respondeu:

Meu filho, sei que sofres, sei que lutas. Sei a dor que te causa o remorso que escutas.

Venho apenas falar-te que Deus é sempre amor em toda parte... E acrescentou serena:

A bondade do céu jamais condena. Venho como mãe, buscando um filho amado.

Sofre com paciência a dor e a prova. Terás, em breve, uma existência nova… Não te sintas sozinho ou desprezado.

Judas interrompeu-a e bradou, rude e irritado:

Mãe? Não quero ouvir falar de mãe. Depois de me enforcar num galho de figueira, para acordar na dor, sem poder fugir à verdadeira vida, fui procurar consolo nos braços de minha pobre mãe, que teve medo de meus sofrimentos e expulsou-me depressa.

Por favor, não me fales de mães, nem me fales de amor. Sou apenas um ser solitário e sofredor…

Ainda assim – disse a dama docemente – por mais que me recuses, não me altero. Eu te amo, meu filho, e quero te ver feliz. Terás, filho, o coração banhado pelas águas do esquecimento numa nova existência de esperança.

Eu te levarei e te conduzirei ao regaço de outra mãe. Pensa nisso e descansa.

E Judas, naquele instante, como quem esquece a própria dor ou como quem se desgarra de pesadelo atroz, perguntou:

Quem és, que me falas assim, sabendo-me traidor? És divina mulher, irradiando amor ou anjo celestial envolto em luz?

No entanto, ela a olhá-lo frente a frente, respondeu simplesmente:

Meu filho, eu sou Maria, sou a mãe de Jesus.

Maria de Nazaré, a sublime mãe de Jesus, administra uma instituição no mundo espiritual.

O objetivo da instituição é atender aos sofredores que buscam consolo e orientação, após a morte do corpo físico. Ela, portanto, continua a velar por nós como fez com Judas, o traidor de seu próprio filho.

Humberto de Campos fala com Judas, no livro Crônicas de Além Tumulo – Judas Iscariotes

Silêncio augusto cai sobre a Cidade Santa. A antiga capital da Judeia parece dormir o seu sono de muitos séculos. Além, descansa Getsemani, onde o Divino Mestre chorou numa longa noite de agonia; acolá está o Gólgota sagrado, e em cada coisa silenciosa há um traço da Paixão que as épocas guardarão para sempre. E, em meio de todo o cenário, como um veio cristalino de lágrimas passa o Jordão silencioso, como se as suas águas mudas, buscando o Mar-Morto, quisessem esconder das vistas tumultuosas dos homens os segredos insondáveis do Nazareno. Foi assim, numa destas noites que vi Jerusalém, vivendo a sua eternidade de maldições. Os Espíritos podem vibrar em contato direto com a história. Buscando uma relação íntima com a cidade dos profetas, procurava observar o passado vivo dos Lugares Santos. Parece que as mãos iconoclastas de Tito por ali passaram como executoras de um decreto irrevogável. Por toda a parte ainda persiste um sopro de destruição e desgraça. Legiões de duendes, embuçados nas suas vestimentas antigas, percorrem as ruínas sagradas e, no meio das fatalidades que pesam sobre o império morto dos Judeus, não ouvem os homens os gemidos da humanidade invisível. Nas margens caladas do Jordão, não longe talvez do lugar sagrado onde o Precursor batizou a Jesus Cristo, divisei um homem sentado sobre uma pedra. De sua expressão fisionômica irradiava-se uma simpatia cativante. — Sabe quem é este? — murmurou alguém aos meus ouvidos — Este é Judas. — Judas?

— Sim. Os Espíritos apreciam, ás vezes, não obstante o progresso que já alcançaram, volver atrás, visitando os sítios onde se engrandeceram ou prevaricaram, sentindo-se momentaneamente transportados aos tempos idos. Então, mergulham o pensamento no passado, regressando ao presente dispostos ao heroísmo necessário do futuro. Judas costuma vir á Terra, nos dias em que se comemora a Paixão de Nosso Senhor, meditando nos seus atos de antanho…

Aquela figura de homem magnetizava-me. Eu não estou ainda livre da curiosidade do repórter, mas entre as minhas maldades de pecador e a perfeição de Judas existia um abismo. Meu atrevimento, porém, e a santa humildade do seu coração ligaram-se, para que eu o entrevistasse, procurando ouvi-lo.

— O senhor é de fato o ex-filho de Iscariot? — Perguntei.

— Sim, sou Judas, respondeu aquele homem triste, enxugando uma lagrima nas dobras da longa túnica. Como o Jeremias das Lamentações, contemplo ás vezes esta Jerusalém arruinada, meditando no juízo dos homens transitórios…

— E’ uma verdade tudo quanto reza o Novo Testamento a respeito da sua personalidade, na tragédia da condenação de Jesus?

— Em parte… Os escribas que redigiram os evangelhos não atenderam ás circunstâncias e ás tricas (trapaças) políticas que, acima dos meus atos, predominaram na nefanda crucificação. Pôncio Pilatos, o tetrarca da Galileia, além dos seus interesses individuais na questão, tinha ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer ás aspirações religiosas dos anciãos judeus. Sempre a mesma história. O Sanhedrim (Sinédrio) desejava o reino do céu pelejando por Jeová a ferro e fogo; Roma queria o reino da Terra. Jesus estava entre essas forças antagônicas, com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas ideias socialistas do Mestre; porém, o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória com o seu desprendimento das riquezas.

Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder, já que, no seu manto de pobre, sentia-se possuído de um santo horror á propriedade. Planejei, então, uma revolta surda, como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica, como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio (imperador romano ás portas de Roma, o que, aliás, apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos.

— E chegou a salvar-se pelo arrependimento?

— Não. Não consegui. O remorso é uma força preliminar para os trabalhos reparadores. Depois da minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde, imitando o Mestre fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição, deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV. Desde esse dia em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam (humilhar), com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentindo na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência.. .

— E está hoje meditando nos dias que se foram.. . — pensei com tristeza.

“— Sim. .. estou recapitulando os fatos como se passaram. E agora, irmanado com Ele, que se acha no seu luminoso Reino das Alturas, que ainda não é deste mundo, sinto nestas estradas o sinal dos seus divinos passos. Vejo-o ainda na cruz, entregando a Deus o seu Destino. .. Sinto a clamorosa injustiça dos companheiros que o abandonaram inteiramente e me vem uma recordação carinhosa das poucas mulheres que o ampararam no doloroso transe… Em todas as homenagens a Ele prestadas, eu sou sempre a figura repugnante do traidor… Olho complacentemente os que me acusam sem refletir se podem atirar a primeira pedra… Sobre o meu nome pesa a maldição milenária, como sobre estes sítios cheios de miséria e de infortúnio. Pessoalmente, porém, estou saciado de justiça, porque já fui absolvido pela minha consciência, no tribunal dos suplícios redentores. Quanto ao Divino Mestre, continuou Judas com os seus prantos, infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas vendendo-o aos seus algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo, a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado… — E’ verdade — concluí — e os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-lo. Judas afastou-se tomando a direção do Santo Sepulcro, e eu, confundido nas sombras invisíveis para o mundo, vi que no céu brilhavam algumas estrelas sobre as nuvens pardacentas e tristes, enquanto o Jordão rolava na sua quietude como um lençol de águas mortas procurando um mar-morto. 19 de Abril de 1935.

Quero colocar aqui também um capítulo do livro O Médico Jesus de José Carlos de Lucca, seu título é Terapia do amor, diz assim: Amar é a mais excelente terapia para erradicação de nossos males. Hoje já se comprova cientificamente que o amor é um potente indutor da função imunológica. Pesquisas demonstram que pessoas voltadas a trabalhos altruísticos (pessoas sem egoísmo) vivem por mais tempo, graças aos anticorpos espirituais que o amor projeta em nosso cosmo orgânico. O ato espontâneo de ajudar o próximo provoca uma explosão de endorfinas (hormônio presente no cérebro, com ação analgésica), a demonstrar que nós fomos criados por Deus para o amor. Quando amamos desinteressadamente, nosso corpo funciona melhor, temos uma sensação de bem-estar incrível, a alegria de viver nos invade e torna nossos dias mais felizes.

Mas quando agimos com egoísmo, raiva e desprezo, contra o próximo, fugimos da nossa configuração divina, e assim nos sentimos isolados, carentes, não amados, e por tudo isso, enfermos. O isolamento e a solidão são responsáveis pelo solo onde muitas doenças começam a germinar. 

Fomos concebidos por Deus para vivermos no amor, para vivermos uns ao lado dos outros em um regime de ajuda mútua. Todas as vezes que fugimos do amor e dos relacionamentos, a saúde foge também. Dar e receber amor, cultivar boas amizades e desempenhar tarefas de apoio social na sua comunidade representam uma proteção para a nossa saúde, uma vez que são atividades que fortalecem as células imunológicas. Já a solidão e a sensação de abandono criam condições favoráveis para que vírus e bactérias nos agridam com maior facilidade. A caridade é curadora porque nos tira do isolamento, mata a nossa solidão existencial. Dar um pedaço de pão, ou mesmo um simples aperto de mão, um olhar a quem está perdido na multidão, pode fazer milagres pela nossa saúde. Por isso se deseja a cura, comece agora mesmo com medida simples: convide um amigo para jantar e conversar; reúne toda a família para aquele gostoso almoço de domingo; ligue para um amigo que anda distante; faça novos amigos; aliste-se em algum trabalho voluntário, sendo útil à comunidade onde Deus o colocou; pratique generosidade na família, no trânsito, na escola e no trabalho; tolere as imperfeições alheias. Assim agindo, você sentirá o amor fazendo milagres por você.

No filme do “Mensageiro da Paz” relata a vida de Divaldo Franco, vou falar aqui do Obsessor ferrenho que o acompanhava desde pequeno, tem uma cena que marcou muito o relato.. Cena em que o obsessor entra num quarto onde Divaldo acabou de adotar mais uma criança abandonada, o diálogo entre eles foi muito marcante e descreve o que um obsessor pode fazer com seu ódio e vingança (onde não existe lei de amor não é) e que o obsidiado pode fazer para acertar as dívidas de passado, no caso Divaldo que também possuía a mediunidade de vidência estava ali vendo seu obsessor e querendo corrigir o seu passado. Ele vê o espirito e diz: Que vai cuidar dessa criança e ama´-la. Continua Divaldo: Eu sou sim o espírito daquela pessoa que lhe induziu ao suicídio, mas eu não sou mais aquela pessoa, eu reconheço a minha dívida, mas eu não quero pagar com a minha morte, eu quero pagar a minha dívida com amor, eu espero que o senhor me entenda e me perdoe.

Logo o Obsessor responde: eu já entendi, e talvez com o tempo eu também consiga te perdoar, amar eu já não sei, porque é muito difícil de se livrar de um sentimento de ódio cultivado por séculos, também espero que me entenda.

Divaldo responde: entendo perfeitamente, o perdão verdadeiro, às vezes demora muitos anos para acontecer, mas se continuarmos nos alimentando desse ódio e de vingança, permaneceremos acorrentados um ao outro por muito tempo ainda, o processo evolutivo nos vincula uns aos outros de uma maneira tão perfeita, que só nos resta uma alternativa para curar as nossas feridas, AMAR. (o obsessor o perseguia a mais 400 anos). Respondendo obsessor: ainda não sou bom o suficiente pra isso.

Divaldo diz: é sim, o senhor foi criado à imagem e semelhança de Deus, portanto já é bom, não se trata de colocar a máscara da bondade e sim de retirar a máscara da maldade, porque é ela que lhe esconde, livre-se dela, um Deus não pode ser vingativo. 

Respondendo obsessor: Ainda vou aprender o que é isso, fica em paz e que Deus ilumine ainda mais o seu caminho. Olha como aquelas palavras de Divaldo tocaram o obsessor.

Depois desse diálogo com obsessor a mentora de Divaldo a Joana De Angelis vem dialogar com ele dizendo: 

Já fizeste a sua parte (é que antes dele pegar o bebe, ela conversa com Divaldo, explicando a situação e pedindo para adotá-la), não te preocupes mais, e siga amando que ao final dessa jornada, ao olhares para trás, perceberás que as pessoas, os problemas, e mesmo esse mundo nunca existiram como tu vias. Eles só foram colocados em torno de ti, para de dar oportunidade de evoluir enquanto espírito, se viveres assim na consciência, na imortalidade da tua essência divina, quando chegar o último dia desse corpo aqui na terra, verás que a luta nunca foi contra o outro o tempo inteiro, foi entre você e você mesmo. O maior desafio da criatura humana é a própria criatura humana. 

Divaldo adotou, ao longo de sua trajetória, cerca de 650 filhos, todos acolhidos e criados na Mansão do Caminho em Salvador. 

Livro Alguém me tocou de José Carlos de Luccas – Unidos a Jesus

Assim como o meu Pai me ama, eu amo vocês, portanto continuem unidos comigo por meio do meu amor por vocês. (Jesus – João 15:9)

Nesta passagem do Evangelho, Jesus faz uma declaração de amor por nós: “Eu amo vocês”. É uma declaração feita há mais de dois mil anos, mas que continua se renovando a cada dia da nossa vida. Se abrirmos nosso coração, seremos capazes de sentir a voz meiga de Jesus sussurrando em nossos ouvidos: Eu amo vocês”. Sentir-se amado por Jesus é uma experiência vital para a nossa vida. Ninguém vive dignamente sem se sentir amado.

A carência afetiva está na raiz da maioria de nossas doenças e problemas de relacionamento em geral. Temos uma necessidade imperiosa de sermos aceitos e amados, porém, nem sempre as pessoas estão prontas para isso, pois elas também precisam ser aceitas e amadas. No fundo, cada um está esperando receber amor e, enquanto não recebe, também não se sente estimulado a amar.

O que não percebemos, contudo, é que já somos amados por Jesus. Aqui reside a solução para nossos grandes problemas: sentimos que somos amados pelo ser mais evoluído que Deus mandou no Planeta. Quando Jesus era batizado por João, uma voz celestial surgiu no ambiente e proclamou: Tu és o meu filho querido e me dás muita alegria. (54- Lucas 3:21-22) Jesus é o filho enviado por Deus para amar a todos nós, colocando, portanto, um ponto final ao ciclo de ódio e indiferença que se estabeleceu entre as criaturas na face da terra.

O amor de Jesus não foi uma mera declaração, destas que costumamos fazer aos outros sem que haja de nossa parte atitudes firmes, de demonstrem o amor declarado. Quando Jesus foi abordado por discípulos de João Batista, que desejavam saber, a pedido deste, se o Mestre era mesmo o Messias Prometido por Deus, narra o Evangelho que Jesus, antes de dar qualquer resposta, curou muitas pessoas das suas doenças e dos seus sofrimentos, expulsou Espíritos maus e também curou muitos cegos. E, depois de tudo isso, voltando-se aos discípulos de João Batista, o Cristo respondeu: Voltem e contem a João o que vocês viram. Diga a ele que os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e os pobres recebem a Boa-Nova. E felizes são as pessoas que não duvidam de mim. (55- Lucas 7: 18-23)

Vejam que Jesus, primeiramente, agiu no amor, e somente depois respondeu aos discípulos do Batista. O amor de Jesus por nós é algo concreto. Ele quis provar que era enviado de Deus para nos ajudar a evoluir por meio de ações amorosas, socorrendo os necessitados em suas aflições. Jesus nunca ficou de braços cruzados diante dos que sofriam, fossem dores físicas ou morais. E hoje também não se omite quando as lágrimas do sofrimento caem dos nossos olhos amedrontados e aflitos. Quem ama cuida, interessa-se pela sorte do ser amado. Aliás, foi Jesus quem afirmou: Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. (João 14,13)

Todas as dores horrendas que Ele suportou foram decorrentes do amor que sente por nós.

Indiscutivelmente, o Cristo nos ama, e seu amor nunca está pobre, conforme nos afirma Bezerra de Meneses. (57 Apelos Cristãos, psicografia Francisco Cândido Xavier)UEM.

Mas talvez você esteja se perguntando: “Se Jesus me ama, por que Ele me deixa sofrer tanto? ” Creio que a resposta seja esta: Cristo foi crucificado porque nos amou, e nós estamos carregando a nossa cruz por falta de amor. Jesus teve uma cruz de amor e nós temos uma cruz feita de orgulho e egoísmo. A cruz de Jesus foi de libertação, a nossa ainda é de prisão. Nossa coroa de espinhos foi confeccionada com os espinhos que colocamos na vida dos nossos semelhantes, nesta existência ou em existências pregressas. A solução proposta por Jesus é nos unirmos a Ele no amor que Ele tem por nós. Vale dizer, é viver o amor que Ele viveu. O egoísmo nos coloca na cruz. A caridade nos “descrucifica”. Quando amamos como o Cristo amou, nós tocamos o coração dele, e, aí, trocamos a cruz da dor pela vitória do amor.

https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Apv/Apv21B.htm

Tudo é Amor – André Luiz – psicografado por Chico Xavier

Observa, amigo, em como do amor tudo provém e no amor tudo se resume.

Vida — é o Amor existencial.

Razão — é o Amor que pondera.

Estudo — é o Amor que analisa.

Ciência — é o Amor que investiga.

Filosofia — é o Amor que pensa.

Religião — é o Amor que busca Deus.

Verdade — é o Amor que se eterniza.

Ideal — é o Amor que se eleva.

Fé — é o Amor que se transcende.

Esperança — é o Amor que sonha.

Caridade — é o Amor que auxilia.

Fraternidade — é o Amor que se expande.

Sacrifício — é o Amor que se esforça.

Renúncia — é o Amor que se depura.

Simpatia — é o Amor que sorri.

Altruísmo — é o Amor que se engrandece.

Trabalho — é o Amor que constrói.

Indiferença — é o Amor que se esconde.

Desespero — é o Amor que se desgoverna.

Paixão — é o Amor que se desequilibra.

Ciúme — é o Amor que se desvaira.

Egoísmo — é o Amor que se animaliza.

Orgulho — é o Amor que enlouquece.

Sensualismo — é o Amor que se envenena.

Vaidade — é o Amor que se embriaga.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.

Tudo é Amor. Não deixes de amar nobremente.

Respeita, no entanto, a pergunta que te faz, a cada instante, a Lei Divina: “Como?”

Livro “Momentos de Ouro” por espíritos diversos – Título é Privilégio diz Emmanuel

Muitos companheiros perdem tempo e oportunidade de elevação espiritual declarando-se inabilitados para boas obras. Fogem da oração, recusam preleções de natureza religiosa, evitam templos da fé ou afirmam-se demasiado imperfeitos para cogitar de assuntos e tarefas em ligação com o nome de Deus. Entretanto, anotemos o contra-senso. Nós, os espíritos encarnados e desencarnados, em evolução na Terra, não estamos procurando aprender a servir ao próximo porque tenhamos bastante maturidade para isso, mas justamente porque sem aprender a ciência da fraternidade, não alcançaremos a verdadeira condição humana por dentro da própria alma. Não nos achamos na lavoura da beneficência porque já sejamos generosos, mas, unicamente para adquirir a prática da benemerência espontânea que ainda não possuímos. Quem dissesse que nos situamos em serviço do Evangelho do Cristo por estarmos senhoreando a virtude, enganar-se-ia decerto, porque se lavrarmos nessa leira divina, é justamente para sulcar o próprio coração e cultivar em nós as sementes benditas do amor aos semelhantes. Se alguém acreditar que retemos méritos para tratar com os ensinamentos do Senhor, não estaria admitindo a verdade porque os companheiros sinceros na construção do bem não ignoram que as nossas atividades nesse particular entram em choque incessante com as nossas imperfeições e deficiências, para que estejamos incorporando, pouco a pouco, as qualidades cristãs à nossa própria vida. Não estamos falando na grandeza e na misericórdia do Senhor porque já sejamos bons e sim porque Deus é infinitamente bom para conosco, permitindo-nos agir para conquistar finalmente a felicidade de sermos bons e humildes na causa universal do Bem Eterno. Expostas as nossas realidades autênticas, não digas que carregas imperfeições e defeitos, fraquezas e deficiências para deixar de servir, porque para melhorar-nos e educar-nos é que Deus nos concedeu o privilégio de trabalhar. Então vamos trabalhar para que assim a Lei do amor seja nossa luz nessa encarnação e noutras que virão.

No capítulo 20 Os Trabalhadores da ultima hora do Evangelho Segundo Espiritismo nas instruções dos espíritos número 5 está assim o título, Os obreiros do Senhor

Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade! Seus dias de trabalho serão pagos pelo cêntuplo do que tiverem esperado. Ditosos os que hajam dito a seus irmãos: “Trabalhemos juntos e unamos os nossos esforços, a fim de que o Senhor, ao chegar, encontre acabada a obra”, porquanto o Senhor lhes dirá: “Vinde a mim, vós que sois bons servidores, vós que soubestes impor silêncio aos vossos ciúmes e às vossas discórdias, a fim de que daí não viesse dano para a obra!” Mas ai daqueles que, por efeito das suas dissensões, houverem retardado a hora da colheita, pois a tempestade virá e eles serão levados no turbilhão! Clamarão: “Graça! graça!” O Senhor, porém, lhes dirá: “Como implorais graças, vós que não tivestes piedade dos vossos irmãos e que vos negastes a estender-lhes as mãos, que esmagastes o fraco, em vez de o amparardes? Como suplicais graças, vós que buscastes a vossa recompensa nos gozos da Terra e na satisfação do vosso orgulho? Já recebestes a vossa recompensa, tal qual a quisestes. Nada mais vos cabe pedir; as recompensas celestes são para os que não tenham buscado as recompensas da Terra. ” Deus procede, neste momento, ao censo dos seus servidores fiéis e já marcou com o dedo aqueles cujo devotamento é apenas aparente, a fim de que não usurpem o salário dos servidores animosos, pois aos que não recuarem diante de suas tarefas é que Ele vai confiar os postos mais difíceis na grande obra da regeneração pelo Espiritismo. Cumprir-se-ão estas palavras: “Os primeiros serão os últimos e os últimos serão os primeiros no Reino dos Céus.” – O Espírito de Verdade. (Paris, 1862.) 

E nós continuaremos a ser servidores e a compreender que a Lei de amor é a cura de todos os nossos males. Que assim seja.  

REFERÊNCIAS:

Bíblia Sagrada – J. Ferreira de Almeida

O Consolador

Evangelho Segundo Espiritismo

Livro dos Espíritos

https://www.google.com/search?q=a+lei+de+amor+cura

Livro: O Médico Jesus – José Carlos. De Lucca – Terapia do Amor

https://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2740&let=J&stat=0 – Momento

Espirita do Paraná – Judas e Maria

Trecho filme Divaldo Franco O mensageiro da paz

Livro: Momentos de Ouro – Espíritos diversos Emmanuel

Livro: Coração e Vida – Maria Dolores – Chico Xavier Capitulo 14 –Amor e Perdão

Livro Alguém me tocou – José Carlos De Lucca – Unidos a Jesus

https://bibliadocaminho.com/ocaminho/TX/Apv/Apv21B.htm – Tudo é amor

Livro Crônicas de Além Túmulo – Humberto de Campos – Judas Iscariotes

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