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Evangelização, Cura e Desobsessão

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Artigos

Centro Espírita Leocádio Corrêia > Artigos

Remedios na Revista Espírita

celcArtigos da Revista Espírita - França 1858/186919 de maio de 2014 Leave a comment0

REVISTA ESPIRITA JORNAL DE ESTUDOS PSICOLÓGICOS – Janeiro de 1860

 

O Espírito de um lado e o corpo do outro (desdobramento)

Conversa com o Espírito de uma pessoa viva.

Nosso honorável colega, Sr. conde de R… C… nos dirigiu a seguinte carta, datada de 23 de novembro último:

Perguntas:

16. Qual é a enfermidade que vos retém em casa?

— R. A gota.

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Cura de uma Obsessão

celcArtigos da Revista Espírita - França 1858/186919 de maio de 2014 Leave a comment0
    Revista Espírita, fevereiro de 1864  

O Sr. Dombre, presidente da Sociedade Espírita de Marmande, manda-nos o seguinte: “Com o auxílio dos bons espíritos, em cinco dias livramos de uma obsessão muito violenta e muito perigosa, uma jovem de treze anos, do poder de um mau espírito, desde 8 de maio último. Diariamente, às cinco da tarde

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Médiuns Curadores

celcArtigos da Revista Espírita - França 1858/186919 de maio de 2014 Leave a comment0

 

Revista Espírita, janeiro de 1864   Um oficial de caçadores, espírita de longa data, e um dos numerosos exemplos de reformas morais que o Espiritismo pode operar, transmite estes detalhes: “Caro mestre, aproveitamos as longas horas de inverno para nos entregarmos com ardor ao desenvolvimento de nossas faculdades mediúnicas. A tríade do 4º de caçadores, sempre unido, sempre vivo, inspira-se em seus deveres, e ensaia novos esforços. Sem dúvida desejais conhecer o objeto de nossos trabalhos, a fim de saber se o campo que cultivamos não é estéril. Podereis julgá-lo pelos detalhes seguintes. Desde alguns meses nossos trabalhos tem por objeto o estudo dos fluidos. Este estudo desenvolveu em nós a mediunidade curadora; assim, agora a aplicamos com sucesso. Há alguns dias, uma simples emissão fluídica de cinco minutos com minha mão, bastou para tirar uma nevralgia violenta. “Há vinte anos a Sra. P. estava afetada por uma hiperestesia aguda ou exagerada sensibilidade da pele, moléstia que há quinze anos a retinha no quarto. Mora numa pequena cidade vizinha, e tendo ouvido falar de nosso grupo espírita, veio buscar alívio junto de nós. Ao cabo de trinta e cinco dias partiu, completamente curada. Durante esse tempo recebeu diariamente um quarto de hora de emissão fluídica, com o concurso de nossos guias espirituais. “Ao mesmo tempo estendíamos os nossos cuidados a um epiléptico, ferido por esse mal há vinte e sete anos”. As crises se repetiam quase todas as noites, durante as quais a mãe passava longas horas à sua cabeceira. Trinta e cinco dias bastaram para essa cura importante, e aquela mãe estava feliz, levando o filho radicalmente curado! Nós nos revezávamos os três de oito em oito dias. Para a emissão do fluido ora colocávamos a mão no vazio do estômago do doente, ora sobre a nuca, na raiz do pescoço. Cada dia o doente podia constatar a melhora; nós mesmos, após a evocação e no recolhimento, sentíamos o fluido exterior nos invadir, passar em nós e escapar-se dos dedos estirados e do braço distendido para o corpo do paciente que tratávamos. “Neste momento damos os nossos cuidados a um segundo epiléptico”. Desta vez a moléstia talvez seja mais rebelde, por ser hereditária. O pai deixou nos quatro filhos o germe desta afecção. Enfim, com a ajuda de Deus e dos bons Espíritos, esperamos reduzi-la nos quatro. “Caro mestre, reclamamos o socorro de vossas preces e das dos irmãos de Paris”. Esse auxílio será para nós um encorajamento e um estimulante aos nossos esforços. Depois, vossos bons Espíritos podem vir em nosso auxílio, tornar o tratamento mais salutar e abreviar a sua duração. “Não aceitamos como recompensa, como podeis compreender, e ela deve ser bastante, senão a satisfação de ter feito o nosso dever e ter obedecido no impulso dos bons Espíritos”. O verdadeiro amor do próximo trás consigo uma alegria sem mescla e deixa em nós algo de luminoso, que encanta e eleva a alma. Assim, procuramos, tanto quanto nos permite nossas imperfeições, compenetrarmo-nos dos deveres do verdadeiro espírita, que não devem ser senão a aplicação dos preceitos evangélicos. “O Sr. A. de L. deve trazer-nos o seu cunhado que tem Espírito malévolo que o subjuga há dois anos”. Nosso guia espiritual, Lamennais, nos encarrega do tratamento desta rebelde obsessão. Deus nos dará também o poder de expulsar os demônios? Se assim fosse, teríamos que nos humilhar ante tão grande favor, em vez de nos orgulharmos. Quanto maior ainda não seria para nós a obrigação de nos melhorarmos, para testemunhar o nosso reconhecimento e para não perdermos dons tão preciosos? Lida esta carta tão interessante na Sociedade Espírita de Paris, na sessão de 18 de dezembro último, um dos nossos bons médiuns obteve espontaneamente as duas comunicações seguintes: “Existindo no homem a vontade em diferentes graus de desenvolvimento, em todas as épocas tanto serviu para curar, quanto para aliviar. É lamentável ser obrigado a constatar que, também, foi fonte de muitos males, mas é uma das conseqüências do abuso que, muitas vezes, o ser faz do livre arbítrio. A vontade tanto desenvolve o fluido animal quanto o espiritual, porque, todos sabeis agora, há vários gêneros de magnetismo, em cujo número estão o magnetismo animal, e o magnetismo espiritual que, conforme a ocorrência, pode pedir apoio ao primeiro. Um outro gênero de magnetismo, muito mais poderoso ainda, é a prece que uma alma pura e desinteressada dirige a Deus. “A vontade muitas vezes foi mal compreendida. Em geral o que magnetiza não pensa senão em desdobrar sua força fluídica, derramar seu próprio fluido sobre o paciente submetido aos seus cuidados, sem se ocupar se há ou não uma Providência interessada no caso tanto ou mais que ele. Agindo só não pode obter senão o que a sua força, sozinha, pode produzir; ao passo que os médiuns curadores começam por elevar sua alma a Deus, e a reconhecer que, por si-mesmos, nada podem. Fazem, por isto mesmo, um ato de humildade, de abnegação. Então, confessando-se fracos por si-mesmos, em sua solicitude, Deus lhes envia poderosos socorros, que o primeiro não pode obter, por se julgar suficiente para o empreendimento. Deus sempre recompensa o humilde sincero, elevando-o ao passo que rebaixa o orgulhoso. Esse socorro que envia são os bons Espíritos que vêm penetrar o médium de seu fluido benéfico, que é transmitido ao doente. Também é por isto que o magnetismo empregado pelos médiuns curadores é tão potente e produz essas curas qualificadas de miraculosas, e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium. Ao passo que o magnetizador ordinário se esgota, por vezes, em vão, a fazer passes, o médium curador infiltra um fluído regenerador pela simples imposição das mãos, graças ao concurso dos bons Espíritos. Mas esse concurso só é concedido à fé sincera e à pureza de intenção.” Mesmer (Médium, Sr. Alberto)   “Uma palavra sobre os médiuns curadores, dos quais acabais de falar. Estão todos nas mais louváveis disposições; tem a fé que levanta montanhas, o desinteresse que purifica os atos da vida e a humildade que os santifica. Que perseverem na obra de beneficência, que empreenderam; que se lembrem bem que aquele que pratica as leis sagradas que o Espiritismo ensina, aproxima-se constantemente do Criador. Que, ao empregarem sua faculdade, a prece, que é a vontade mais forte, seja sempre o seu guia, seu ponto de apoio. Em toda a sua existência, o Cristo vos deu a mais irrecusável prova da vontade mais firme; mas era a vontade do bem e não a do orgulho. Quando, por vezes, dizia eu quero, a palavra estava cheia de unção; seus apóstolos, que o cercavam, sentiam abrir-se o coração a esta palavra. A doçura constante do Cristo, sua submissão à vontade de seu Pai, sua perfeita abnegação, são os mais belos modelos da vontade que se possa propor para exemplo.” Paulo, apóstolo (Médium: Sr. Albert) Algumas explicações facilmente darão a compreender o que se passa nesta circunstância. Sabe-se que o fluido magnético ordinário pode dar a certas substâncias propriedades particulares ativas. Neste caso, age de certo modo como agente químico, modificando o estado molecular dos corpos; não há, pois, nada de admirar que possa modificar o estado de certos órgãos; mas compreende, igualmente, que sua ação, mais ou menos salutar, deve depender de sua qualidade; daí as expressões “bom ou mau fluido; fluido agradável ou penoso.” Na ação magnética propriamente dita, é o fluido pessoal do magnetizador que é transmitido, e esse fluido, que não é senão o perispírito, sabe-se que participa sempre, mais ou menos, das qualidades materiais do corpo, ao mesmo tempo que sofre a influência moral do Espírito. É, pois, impossível que o fluido próprio de um encarnado seja de uma pureza absoluta, razão por que sua ação curativa é lenta, por vezes nula, outras vezes nociva, porque transmite ao doente princípios mórbidos. Desde que um fluido seja bastante abundante e enérgico para produzir efeitos instantâneos de sono, de catalepsia, de atração ou de repulsão, absolutamente não se segue que tenha as necessárias qualidades para curar; é a força que derruba, mas não o bálsamo que suaviza e restaura. Assim, há Espíritos desencarnados de ordem inferior, cujo fluido pode ser mesmo muito maléfico, o que os espíritas a cada passo tem ocasião de contatar. Só nos Espíritos superiores o fluido perispiritual está despojado de todas as impurezas da matéria. Está, de certo modo, quintessenciada. Sua ação, por conseguinte, deve ser mais salutar e mais pronta; é o fluido benfazejo por excelência. E desde que não pode ser encontrado entre os encarnados, nem entre os desencarnados vulgares, então é preciso pedi-lo aos Espíritos elevados, como se vai procurar em terra distantes os remédios que se não encontram na própria. O médium curador emite pouco de seu fluido; sente a corrente do fluido estranho que o penetra e ao qual serve de condutor; é com esse fluido que magnetiza, e aí está o que caracteriza o magnetismo espiritual e o distingue do magnetismo animal: um vem do homem, o outro, dos, Espíritos. Como se vê, aí nada de maravilhoso, mas um fenômeno resultante de uma lei da natureza que se não conhecia.

Para curar pela terapêutica ordinária não bastam os primeiros medicamentos que surgem; são precisos puros, não avariados ou adulterados, e convenientemente preparados. Pela mesma razão, para curar pela ação fluídica, os fluidos mais depurados são os mais

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Cura pela magnetização espiritual (ante-braço)

celcArtigos da Revista Espírita - França 1858/186919 de maio de 2014 Leave a comment0

Revista Espírita, setembro de 1865

Sem dúvida os leitores se lembram do caso de uma cura quase instantânea de um entorse, operada pelo Espírito do Dr. Demeure, poucos dias após a sua morte e que relatamos na Revista de março último, como a descrição da cena tocante ocorrida na ocasião. Esse excelente Espírito

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Cura Moral dos Encarnados

celcArtigos da Revista Espírita - França 1858/186919 de maio de 2014 Leave a comment0
Revista Espírita Jornal de Estudos psicológicos publicada sobre a direção de Allan Kardec julho de 1865

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Poder curativo do magnetismo espiritual

celcArtigos da Revista Espírita - França 1858/186919 de maio de 2014 Leave a comment0
  Revista Espírita, abril de 1865   Em nosso artigo do mês passado sobre o Dr. Demeure, prestamos uma justa homenagem às suas eminentes qualidades como homem e como Espírito. O fato seguinte é uma prova de sua benevolência, ao mesmo tempo que constata o poder curativo do magnetismo espiritual. Escrevem-nos de Montauban:

“O Espírito do

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O curador do campo Châlons

celcArtigos da Revista Espírita - França 1858/186919 de maio de 2014 Leave a comment0
    Revista Espírita, outubro de 1866

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As Curas Ipressionantes do Príncipe de Hohenlohe

celcArtigos da Revista Espírita - França 1858/186919 de maio de 2014 Leave a comment0
    Allan Kardec, na “Revista Espírita” do mês de novembro de 1866, no artigo intitulado “O Príncipe de Hohenlohe, Médium Curador”, transcreveu as curas impressionantes obtidas por esse Príncipe, em 1829, através da prece, da confiança em Deus e da imposição das mãos, sobre a cabeça, as quais foram publicadas pelo jornal “La Verité”.   Em seguida, Allan Kardec publicou uma comunicação do Espírito Príncipe de Hohenlohe, dada na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em 26 de outubro de 1866, através do médium Sr. Desliens. Nessa comunicação, o Espírito comunicante ofereceu os seguintes ensinamentos sobre a mediunidade curadora. A faculdade de que ele era dotado, quando encarnado, era simples resultado da sua mediunidade.   Ele era um instrumento: os Espíritos agiam. A sua colaboração na cura era o seu grande desejo de fazer o bem e a sua convicção íntima de que a Deus tudo é possível. As curas que ele obtinha vinham incessantemente aumentar a sua fé.   A mediunidade curadora foi exercida em todos os tempos e por indivíduos pertencentes às diversas religiões. Deus, como um bom Pai, ama igualmente a todos os Seus filhos. Assim, espalha a Sua solicitude sobre todos, mas, mais particularmente, sobre os que mais necessitam de apoio para avançar. Assim, não é raro encontrar homens dotados de faculdades extraordinárias na multidão dos homens simples. Independentemente da crença íntima de um indivíduo, se suas intenções forem puras, e se ele estiver inteiramente convencido da realidade do que crê, em nome de Deus, ele pode operar grandes coisas. Só há uma maneira melhor do médium curador exercer a sua faculdade: ser modesto e puro e transferir para Deus e às potências que dirigem a sua faculdade tudo o que realizar.   Os médiuns curadores que perdem os instrumentos da Providência são aqueles que não se julgam simples instrumentos. Eles querem que seus méritos sejam reconhecidos. Assim, o orgulho os embriaga e o precipício se entreabre sob os seus passos.   O príncipe Hohenlohe considerava como milagres as manifestações de que era objeto. Mas, agora, como Espírito, sabia que é uma coisa inteiramente natural. Tudo se acomoda na imutabilidade das leis do Criador, para que Sua grandeza e Sua justiça permaneçam intactas. Se Deus fizesse milagres, então se poderia presumir que a verdade não fosse bastante forte para afirmar-se por si mesma. Por outro lado, seria ilógico demonstrar a eterna harmonia das leis da natureza, perturbando-as com fatos que estão em desacordo com a sua essência.   Todo mundo pode adquirir, em certa medida, a faculdade do médium curador. Agindo em nome de Deus, cada um fará as suas curas. Os privilegiados no ato de curar aumentarão em número, à medida que a Doutrina Espírita se vulgarizar, porque haverá mais indivíduos animados de sentimentos puros e desinteressados.

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Considerações sobre a mediunidade curadora

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Revista Espírita, novembro de 1866 – Allan Kardec   Voltemos ao nosso assunto: as considerações gerais sobre a mediunidade curadora. Dissemos, e nunca seria demais repetir, que há uma diferença radical entre os médiuns curadores e os que obtêm prescrições médicas da parte dos Espíritos. Estes em nada diferem dos médiuns escreventes ordinários, a não ser pela especialidade das comunicações. Os primeiros curam só pela ação fluídica em mais ou menos tempo, às vezes instantaneamente, sem o emprego de qualquer remédio. O poder curativo está todo inteiro no fluido depurado a que servem de condutores. A teoria deste fenômeno foi suficientemente explicada para provar que entra na ordem das leis naturais e que nada há de miraculoso. É o produto de uma aptidão especial, tão independente da vontade quanto todas as outras faculdades mediúnicas; não é um talento que se possa adquirir. Não se faz um médium curador como se faz um médico. A aptidão para curar é inerente ao médium, mas o exercício da faculdade só tem lugar com o concurso dos Espíritos. De onde se segue que se os Espíritos não querem, ou não querem mais servir-se dele, é como um instrumento sem músico, e nada obtém. Pode, pois, perder instantaneamente a sua faculdade, o que exclui a possibilidade de transformá-la em profissão.   Um outro ponto a considerar é que sendo esta faculdade fundada em leis naturais, tem limites traçados pelas mesmas. Compreende-se que a ação fluídica possa dar a sensibilidade a um órgão existente, fazer dissolver e desaparecer um obstáculo ao movimento e à percepção, cicatrizar uma ferida, porque então o fluido se torna um verdadeiro agente terapêutico. Mas é evidente que não pode remediar a ausência ou a destruição de um órgão, o que seria um verdadeiro milagre. Assim, a vista poderá ser restaurada a um cego por amaurose, oftalmia, belida ou catarata, mas não a quem tivesse os olhos estalados. Há, pois, doenças fundamentalmente incuráveis, e seria ilusão crer que a mediunidade curadora vá livrar a humanidade de todas as suas enfermidades.   Além disso, há que levar em conta a variedade de nuanças apresentadas por esta faculdade, que está longe de ser uniforme em todos os que a possuem. Ela se apresenta sob aspectos muito diversos. Em razão do grau de desenvolvimento do poder, a ação é mais ou menos rápida, extensa ou circunscrita. Tal médium triunfa sobre certas moléstias em certas pessoas e, em dadas circunstâncias e falha completamente em casos aparentemente idênticos. Parece mesmo que em alguns a faculdade curadora se estende aos animais.   Opera-se neste fenômeno uma verdadeira reação química, análoga à produzida por certos medicamentos. Atuando o fluido como agente terapêutico, sua ação varia conforme as propriedades que recebe das qualidades do fluido pessoal do médium. Ora, devido ao temperamento e à constituição deste último, o fluido está impregnado de elementos diversos, que lhe dão propriedades especiais. Pode ser, para nos servirmos de comparações materiais, mais ou menos carregado de eletricidade animal, de princípios ácidos ou alcalinos, ferruginosos, sulfurosos, dissolventes, adstringentes, cáusticos, etc. Daí resulta uma ação diferente, conforme a natureza da desordem orgânica. Esta ação pode ser, pois, enérgica, muito poderosa em certos casos e nula em outros. É assim que os médiuns curadores podem ter especialidades: este curará as dores ou endireitará um membro, mas não dará a vista a um cego, e reciprocamente. Só a experiência pode dar a conhecer a especialidade e a extensão da aptidão. Mas, em princípio, pode dizer-se que não há médiuns curadores universais, por isso que não há homens perfeitos na Terra, e cujo poder seja ilimitado.   A ação é completamente diferente na obsessão e a faculdade de curar não implica a de libertar os obsedados. O fluido curador age, de certo modo, materialmente sobre os órgãos afetados, ao passo que na obsessão deve agir moralmente sobre o Espírito obsessor; é preciso ter autoridade sobre ele, para o fazer largar a presa. São, pois duas aptidões distintas, que nem sempre se encontram na mesma pessoa. O concurso do fluido curador torna-se necessário quando, o que é bastante freqüente, a obsessão se complica com afecções orgânicas. Pode, pois, haver médium curadores impotentes para a obsessão, e reciprocamente. A mediunidade curadora não vem suplantar a medicina e os médicos. Vem simplesmente provar a estes últimos que há coisas que eles não sabem e os convidar a estudá-las. Que a natureza tem leis e recursos que eles ignoram; que o elemento espiritual, que eles desconhecem, não é uma quimera, e que, quando o levarem em conta, abrirão novos horizontes à Ciência e terão mais êxitos do que agora. Se esta faculdade fosse privilégio de um indivíduo, passaria inapercebida. Considerá-la-iam como uma exceção, um efeito do acaso – esta suprema explicação que nada explica – e a má-vontade facilmente poderia abafar a verdade. Mas quando se vêem os fatos se multiplicando, é-se forçado a reconhecer que não se podem produzir senão em virtude de uma lei. Que se homens ignorantes triunfam onde os cientistas falham, é que estes não sabem tudo. Isto em nada prejudica a Ciência, que será sempre a alavanca e a resultante do progresso intelectual. O amor-próprio dos que a circunscrevem nos limites de seu saber e da materialidade apenas pode sofrer com isto.   De todas as faculdades mediúnicas, a curadora vulgarizada é a que está chamada a produzir mais sensação, porque há, por toda a parte, doentes em grande número, e não é a curiosidade que os atrai, mas a necessidade imperiosa de alívio. Mais que qualquer outra, ela triunfará sobre a incredulidade, tanto quanto sobre o fanatismo, que vê em toda a parte a intervenção do diabo. A multiplicidade dos fatos forçosamente conduzirá ao estudo da causa natural! e, daí, á destruição das idéias supersticiosas de feitiçaria, do poder oculto, dos amuletos, etc. Se considerar o efeito produzido nos arredores do campo de Châlons por um só indivíduo, a multidão de pessoas sofredoras vindas de dez léguas de em torno, pode julgar-se o que isto seria se dez, vinte, cem indivíduos aparecessem nas mesmas condições, quer na França, quer em países estrangeiros. Se disserdes a esses doentes que são joguetes de uma ilusão, eles vos responderão mostrando a perna restaurada; que são vítimas de charlatães? Dirão que nada negaram e que não lhes renderam nenhuma droga. Que abusaram de sua confiança? Dirão que nada lhes prometeram. É também a faculdade que mais escapa à acusação de charlatanice e de fraude. Desafia a troça, pois nada há de visível num doente curado que a Ciência havia abandonado. O charlatanismo pode simular mais ou menos grosseiramente a maioria dos efeitos mediúnicos, e a incredulidade nele procura sempre os seus cordões. Mas onde encontrará os fios da mediunidade curadora? Podem ser dados golpes de habilidade para os efeitos mediúnicos e os efeitos mais reais, aos olhos de certa gente, podem passar por golpes hábeis, mas que daria quem tomasse indumento da qualidade de médium curador? De duas, uma: cura ou não cura. Não há simulacro que possa fornecer uma cura. Além disso, a mediunidade escapa completamente à lei sobre o exercício legal da medicina desde que não prescreve qualquer tratamento. Com que penalidade poderiam ferir aquele que cura só por sua influência, secundada pela prece que, ademais, nada pede como preço de seus serviços? Ora, a prece não é urna substância farmacêutica. É, em vossa opinião, uma tolice. Seja. Mas se a cura está no fim desta tolice, que direis vós? Uma tolice que cura vale bem os remédios que não curam. Puderam proibir o Sr. Jacob de receber os doentes no campo e de ir- à casa deles e se ele se submeteu, dizendo que não retomaria o exercício de sua faculdade senão quando a interdição fosse levantada oficialmente, é porque, sendo militar, quis mostrar-se escrupuloso observador da disciplina, por mais dura que fosse. Nisto agiu sabiamente porque provou que o Espiritismo não conduz à insubordinação. Mas há aqui um caso excepcional.

Desde

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Conselhos Sobre a Mediunidade Curadora

celcArtigos da Revista Espírita - França 1858/186919 de maio de 2014 Leave a comment0
    REVISTA ESPÍRITA – OUTUBRO DE 1867   Allan Kardec, na “Revista Espírita” de outubro de 1867, publicou três comunicações do Espírito Abade Príncipe de Hohenlohe, escritas através dos médiuns Sr. Desliens e Sr. Rul, tratando da mediunidade curadora. Os conselhos importantes ao médium curador, contidos nessas três dissertações, foram os seguintes:   FACULDADE COMUM A TODOS: Toda pessoa possui, mais ou menos, a faculdade curadora. Se cada pessoa quisesse consagrar-se seriamente ao estudo dessa faculdade, muitos médiuns que se ignoram poderiam prestar serviços úteis a seus irmãos em humanidade;   AÇÃO MORAL: A faculdade curadora não se presta apenas ao restabelecimento da saúde material; a faculdade curadora tem, também, a missão nobre e extensa de dar às almas toda a pureza moral de que são susceptíveis de obter;   DEFICIÊNCIA MORAL: O sofrimento tem, quase sempre, uma causa mórbida imaterial, residindo no estado moral do Espírito;   CAUSA VERDADEIRA: Se o médium curador só tenta curar o corpo, só atinge o efeito, pois o causa primeira está no estado moral do doente;   COMBATE À VERDADEIRA CAUSA MORAL: Se a causa primeira do mal continua, o efeito reaparece, quer sob a mesma forma anterior, quer sob qualquer outra aparência. Assim, muitas vezes, aí está uma das razões pelas quais tal doente, subitamente curado pela influência de um médium, reaparece com todos os seus acidentes, desde que a influência benéfica se afaste, porque a verdadeira causa, que é moral, não foi combatida;   TRATAMENTO DO CORPO E DA ALMA: Disso decorre que o paciente precisa ser tratado, ao mesmo tempo, do corpo e da alma;   PRÉ-REQUISITOS DO MÉDIUM CURADOR: Para ser um bom médium curador, é preciso que o corpo esteja apto a servir de canal aos fluídos materiais reparadores, e que a alma possua uma força moral adquirida com o próprio melhoramento moral;   PREPARAÇÃO: O bom médium curador não só se prepara através da prece, mas, também, pela depuração de sua alma, a fim de tratar fisicamente o corpo pelos meios físicos, e de influenciar a alma pela força moral;   ATUAÇÃO EM TODA PARTE: Na questão da saúde moral, há doentes em toda parte e em todas as classes sociais, de forma que o médium curador deve ir aonde o seu socorro for necessário;   TRATAMENTO MORAL E FÍSICO: A mediunidade curadora tem que cuidar do tratamento moral e do tratamento físico dos doentes, reunindo-os em um só;   DESENVOLVIMENTO MORAL: O desenvolvimento moral do homem tem por objetivo principal conduzir a Humanidade à felicidade, fazendo-a adquirir conhecimentos mais completos, desembaraçando-a das imperfeições de toda a natureza, que retardam a sua marcha ascensional;   DESTRUIÇÃO DA CAUSA MORAL: Melhorando o Espírito, atacando seus vícios e suas más inclinações, os homens doentes adquirem melhores condições para suportar seus sofrimentos físicos e para repararem as desorganizações físicas. Destruída a causa moral, o efeito não tem como se manifestar de novo;   ALÍVIO MATERIAL E MELHORIA MORAL: O apogeu da mediunidade curadora será atingido quando o médium cuidar do alívio material dos doentes e da melhora moral dos indivíduos;   ATUAÇÃO NA CAUSA E NO EFEITO: Quando a mediunidade curadora cuida do melhoramento moral e do alívio material, tanto a causa dos males quanto os seus efeitos são combatidos vitoriosamente;   DESOBSESSÃO: A mediunidade curadora pode levar ao tratamento dos Espíritos obsessores, com a participação de médiuns e de Espíritos sobre a personalidade desencarnada. Assim, a mediunidade curadora abarca ao mesmo tempo, a saúde moral e a saúde física, o mundo dos homens e o mundo dos Espíritos;   CURA DAS DORES FÍSICAS E DOS SOFRIMENTOS MORAIS: Conforme o estado da alma e as aptidões do organismo do médium curador, ele pode curar, se Deus o permitir, tanto as dores físicas quanto os sofrimentos morais, ou ambos;   MELHORIA DO MÉDIUM CURADOR: Deus não pede a perfeição ao médium curador. Deus pede que ele se melhore, que faça esforços constantes para se purificar, e Deus leva em conta a sua boa vontade nesse sentido;   TUDO VEM DE DEUS: Quando o médium curador deseja aliviar as dores dos irmãos que sofrem física e moralmente, deve ter confiança e esperar que Deus lhe conceda esse favor;   SOCORRO SEM DISTINÇÃO: Todos os irmãos têm o direito ao socorro do médium curador, sejam ricos ou pobres, crentes ou incrédulos, bons ou maus;   ATRIBUIÇÕES DO MÉDIUM CURADOR: O médium curador deve curar quem quer que sofra; deve ensinar o doente a orar e a purificar a sua alma ainda mais sofredora; deve dedicar-se à sua obra de caridade e de amor; deve crer que o bem, embora retardado para uns, jamais fica perdido; deve melhorar-se pela prece e pelo amor a Deus e aos irmãos; deve acreditar que Deus lhe dá ocasiões freqüentes de exercer a sua faculdade mediúnica; deve orar feliz para agradecer e adorar ao Pai celeste, junto com os irmãos que obtiveram a cura; e deve elevar uma prece ao Criador, mesmo ante a ingratidão da alma endurecida que obteve a cura do corpo, porque quanto mais um doente sofre, mais cuidados lhe deve dar o médico;   CONDUTAS DO MÉDIUM CURADOR: O médium curador deve, ainda, ter coragem e esperança; deve orar sempre; deve progredir pela caridade moral e pela influência do exemplo; deve aproveitar a menor ocasião para esclarecer os seus irmãos; e deve, quando está junto dos irmãos que sofrem, aguardar,confiante em Deus que vela por todos, a ação dos bons Espíritos que o dirigem e o inspiram na aplicação da sua faculdade mediúnica.

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Conhecer o Passado, Trabalhar no Presente e Construir o Futuro
O espiritismo não será a religião do futuro, e sim o futuro das religiões.
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