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Jesus: Terapeuta dos enfermos da Alma

celcArtigos da Revista Reformador20 de maio de 2014 Leave a comment0

 

           

Em 1978, uma psicóloga chamada Hanna Wolff (1910-2001), nascida na cidade de Essen, Alemanha, e que estudou Ciências Jurídicas e Sociais em Munique, Heidelberg e Berlim, Teologia em Tubingen, Psicologia Profunda em Zurique, na Suíça, tendo vivido mais de 20 anos na Índia, publicou um livro intitulado Jesus Psicoterapeuta. Antes, ela havia publicado, em 1955, o livro Jesus Universal – A imagem de Jesus no contexto da cultura hindu e, em 1975, a obra Jesus na Perspectiva da Psicologia Profunda. Neste último, destaca ser Jesus um Homem Inconfundível. No livro Jesus Psicoterapeuta, ela declara que durante o atendimento de seus clientes no consultório citava, involuntariamente, textos evangélicos, os quais eles registravam e refletiam sobre o seu conteúdo, sobre sua proposta ética transformadora e então… melhoravam. Ao ouvir dos pacientes que eles “haviam se apegado às palavras que ela lhes dissera e de ter recebido total ajuda das mesmas”, a Dra. Hanna Wolff concluiu que os atos da vida e os ensinos de Jesus eram terapêuticos e o considerou o maior terapeuta que jamais conhecera.1 As palavras, os atos e a vida de Jesus têm um significado terapêutico. “É a terapia de sua própria pessoa”. É a palavra, aliada à ação (sua e do paciente). Ele sempre indagava: “Queres ficar curado?”. Era a palavra terapêutica. E o paciente respondia: “Quero!”. Era a ação da vontade do paciente, desde que livre de motivos cármicos. João (7:37-38) relata que durante a festa dos tabernáculos, em Jerusalém, Jesus falava no Templo:   Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. Porque quem crê em mim, do seu interior fluirão rios de água viva.   Dentro desse contexto, podemos citar, também, o livro Jesus, o maior Psicólogo que já existiu, um best-seller da chamada autoajuda, de autoria do terapeuta e psicólogo americano Mark W. Baker, que tem uma clínica na Califórnia. “Com base em sua experiência como terapeuta e no seu conhecimento da Bíblia, Baker demonstra porque a mensagem de Jesus é perfeitamente compatível com os princípios da Psicologia: ela contém a chave da saúde emocional, do bem-estar e do crescimento pessoal”. 2 O livro apresenta dezenas de lições de “como a sabedoria de Jesus pode ajudar a repensar atitudes e a praticar o perdão, a solidariedade e a lealdade, valorizando nossas vidas e nossos relacionamentos com mais amizade e amor”.2 Qual a técnica que Jesus utilizava? A técnica baseada na lei de causa e efeito:   Não precisava que alguém o informasse a respeito dos homens, pois sabia muito bem o que havia no coração de cada um. 3   Era, portanto, o terapeuta da lei de causa e efeito. Essa qualificação de Jesus encontraremos nas anotações feitas por Mateus (16:27): “Pois o Filho do Homem virá […] e, então, recompensará a cada um segundo as suas obras”. Ser terapeuta, portanto, com base na lei de causa e efeito é mergulhar nas regiões e paisagens abissais do ser humano, para identificar origens e significados de suas carências e dos seus distúrbios emocionais, como o fazia Jesus. Pode-se observar o mecanismo da lei de causa e efeito na terceira lei de Isaac Newton (1642-1727), na Mecânica: “Toda força impulsionada numa dada direção origina outra força de igual intensidade, mas de sentido contrário”. O Espírito Manoel Philomeno de Miranda usa uma metáfora para simbolizar a lei de causa e efeito: o “efeito bumerangue”, 4  ou choque de retorno. Essa Lei do Universo, também chamada ação e reação , é o mecanismo das Leis de Deus atuando na dinâmica dos destinos humanos, em suas trajetórias evolutivas, segundo o Espiritismo. Doutrinas orientais chamam-na carma que, em sânscrito, significa o conjunto das ações dos homens e suas consequências. Discorrer acerca da lei de causa e efeito leva-nos a examinar o postulado espírita que afirma ser “o perispírito agente da justiça divina”; 5 e que as qualidades ou distúrbios registrados nesse corpo espiritual “reaparecem no corpo físico, o qual é uma cópia daquele; e que as faltas, os abusos, as desvirtudes, os vícios e os crimes de existências passadas, gravados no perispírito, determinam enfermidades, moléstias, idiotismo, organismos incompletos e corpos disformes e sofredores, ante a reencarnação; que o Espírito ilumina-se a cada pensamento altruísta, a cada impulso de solidariedade e de amor puro”. 5 Carlos Toledo Rizzini (1921-1992), em sua obra Evolução para o Terceiro Milênio, sintetiza que “o sofrimento é resultante de violações, erros e abusos no curso dos quais a Lei Divina é desrespeitada e os deveres negligenciados”, 6 e que “a prática do mal, a repetição de abusos, a acumulação de erros, os vícios, enfraquecem os centros de força do perispírito e geram lesões nele, que é sensível ao estado moral do Espírito”, 6  citando o Espírito André Luiz, que declara, no livro No Mundo Maior : “O espírito delinquente pode receber os mais variados gêneros de colaboração, mas será imperiosamente o médico de si mesmo. […]”. 7 Quando falamos em cura vêm-nos à mente duas conexões com essa palavra: doença e saúde. Cura seria mudança de estado. Sair do estado de doença para o estado de saúde. O que é que cura as doenças? Quais são os agentes curadores das doenças? Medicamentos, cirurgia, terapias, dietas, exercícios, exames para formulação de diagnósticos etc. Isso tudo através da Medicina alopática, da Homeopatia e da chamada Medicina alternativa. O Dr. Bernie S. Siegel, médico-cirurgião em New Haven, Connecticut, EUA, relata em sua obra Amor, Medicina e Milagres 8 que os franceses Louis Pasteur (1822-1895) e Claude Bernard (1813-1878), dois gigantes da Biologia do século XIX, um dia polemizaram a respeito do fator mais importante na causa das doenças. Seria o  terreno (ou seja, o organismo humano) ou seria o germe, um micro-organismo, um micróbio (vírus, bactérias, fungos)? Em seus últimos momentos de vida, Pasteur teria admitido que Bernard tinha razão ao declarar que era o terreno! Esse terreno, na visão espírita, ao invés do corpo físico, seria o corpo espiritual, o perispírito! Entretanto, muitos observadores holísticos e espiritualistas destacam que a Medicina ortodoxa ainda se concentra na doença,enveredando por uma orientação falsa, segundo o Dr. Siegel, e que muitos profissionais da saúde “continuam procedendo como se fosse a doença que ataca as pessoas, em vez de compreenderem que as pessoas é que contraem as doenças, por se tornarem suscetíveis à sua causa, à qual todos nós sempre estamos expostos”. 8 Podemos dizer que haveria em cada um de nós uma causa dispositiva interna, que atrairia energeticamente os elementos causadores das enfermidades. Um médico canadense, também historiador da Medicina, Sir William Osler (1849-1919), dizia que a contração da tuberculose se relaciona mais com o que se passa na mente do enfermo do que aquilo que ocorre com os seus pulmões. Ele repetia Hipócrates (460-377 a.C.), cognominado Pai da Medicina, que considerava mais fácil saber que gênero (tipo, modo de ser, estilo e espécie) de pessoa que tem determinada doença do que descobrir que gênero de doença tem determinada pessoa.8 Jesus, por exemplo, sabia o gênero de cada pessoa e se concentrava na alma da pessoa, porque a sua visão do ser humano era transpessoal. O Espírito Joanna de Ângelis declara no livro Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda que o Dr. Siegel acredita que existem dentro de nós mecanismos biológicos de vida e de morte.   Jesus reconhecia no processo das múltiplas existências a causalidade dos acontecimentos na esfera física e no comportamento social. 9   Pesquisas por ele realizadas convenceram-no de que existe em todos nós um estado de espírito, e que esse estado de espírito altera o estado físico. Segundo ele, a paz de espírito (o equilíbrio) envia ao corpo uma mensagem de “viva!”. Ao passo que a depressão, o medo, a culpa, o conflito, transmitem uma mensagem de “morra!”. Então, quando estamos doentes, o médico examina o estado corporal, quando deveria examinar também o estado de espírito.10 Quais as medidas profiláticas espíritas? Sobretudo aquelas recomendadas por Jesus, quando declarava: “Não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior”. 11 Ou seja, não voltar a lesar o perispírito. Podemos afirmar que Jesus foi o primeiro terapeuta do perispírito da história da medicina espiritual com base na lei de causa e efeito. Ele era, portanto, um cientista transpessoal, porquanto, no tratamento que prescrevia utilizava a maior ciência do mundo: a ciência de amar, recomendando três vertentes: Amar a si mesmo. Amar ao próximo. Amar a Deus. Hoje, centenas de livros são escritos dentro dessa dimensão, dessa proposta de apresentar Jesus como educador comportamental e como terapeuta dos enfermos da alma. Allan Kardec, em O Evangelho segundo o Espiritismo – capítulo VI, “O Cristo Consolador” –, enfatiza que a assistência de Jesus e a felicidade que promete aos aflitos dependem da observância da lei por Ele ensinada e que essa “lei é suave, pois que apenas impõe, como dever, o amor e a caridade”. 12   Referências: 1 WOLFF, Hanna. Jesus psicoterapeuta. Editora Paulinas, 1988. p. 11. 2 BAKER, Mark. Jesus, o maior psicólogo que já existiu . 9. ed. Rio de Janeiro: Sextante. 3 JOÃO, 2:25. 4 FRANCO, Divaldo P. Trilhas da libertação. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. 10. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2011. O calvário de Adelaide, p. 234. 5 ANDRADE, Geziel. Doenças, cura e saúde à luz do espiritismo. 12. ed. Ed. EME, 2008. p. 10. 6 RIZZINI, Carlos Toledo. Evolução para o terceiro milênio. 8. ed. (ampliada). EDICEL. p. 148-149. 7 XAVIER, Francisco C. No mundo maior. Pelo Espírito André Luiz. 26. ed. 4. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 12, p. 212. 8 SIEGEL, Bernie S.  Amor, medicina e milagres. 12. ed. Editora Best Seller. p. 11. 9 FRANCO, Divaldo. Jesus e o evangelho à luz da psicologia profunda. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador: LEAL. p. 201. 10 SIEGEL, Bernie S. Amor, medicina e milagres. 12. ed. Editora Best Seller. p. 12. 11 JOÃO, 5:14. 12 KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo .Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1. reimp. (atualizada). Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 6, it. 2.   Revista Reformador 02/2012  –  ADILTON PUGLIESE        

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Férias Espíritas?!

celcArtigos da Revista Reformador20 de maio de 2014 Leave a comment0
      espírita tem direito a férias? Os Espíritos saem de férias? A Casa Espírita pode tirar férias? O vocábulo férias é um substantivo feminino plural que significa “período de descanso a que têm direito empregados, servidores públicos, estudantes etc., depois de passado um ano ou um semestre de trabalho ou de atividades”.1 O conceito vale para labor remunerado ou prestação de serviços. A Lei Divina do trabalho insere em suas diretrizes a necessidade do repouso.2 Como ser humano e profissional, o espírita tem direito de usufruir as férias decorrentes da sua prestação de serviços. É comum que parte ou totalidade desse período de férias também seja utilizada para uma pausa em suas atividades na Casa Espírita.Alguns aproveitam parcela desse tempo para dedicação aos afazeres espiritistas, ofertando outra porção de tempo aos interesses particulares, familiares e sociais. Nada que fuja à normalidade, considerando-se a necessidade de cuidar da vida material. Porém, cabe lembrar: na vida cotidiana, somos espíritas todos os dias. No que tange aos Espíritos saírem de férias, aprendemos que a Lei do Repouso é rigorosamente observada por eles. Quando consciente de seu papel na construção de um mundo melhor, o Espírito aproveita utilmente o “tempo livre”. A palavra férias se aplica mais a nós que aos Espíritos libertos do corpo físico, sobretudo àqueles evoluídos. A terceira questão é complexa e exige seguro posicionamento.A Casa Espírita jamais deve fechar as suas portas, ressalvadas as circunstâncias e obrigações imperiosas, pois a necessidade não tira férias e a dor não tem hora marcada. Por esta razão, há que se organizar equipes de trabalho para garantir o ininterrupto funcionamento das atividades destinadas ao atendimento do público, encarnado e desencarnado. Feriados como Natal, Ano Novo, Carnaval, entre outros, são oportunidades de servir. É recomendável manterem-se ativos, principalmente, os serviços de palestras públicas, passes, atendimento fraterno e reuniões mediúnicas. A Casa Espírita é uma fonte de luz constante para assistência, consolo e esclarecimento aos necessitados do corpo e do espírito.   1Assim define o Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. 2KARDEC,Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. ed. bolso 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB,  2011. Q. 674 a 685ª   Revista Reformador 12/2012 – GERALDO CAMPETTI SOBRINHO

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celcArtigos da Revista Reformador20 de maio de 2014 Leave a comment0
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Falamos da notável faculdade da senhorita Desirée Godu

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    Revista Espírita, junho de 1860   Plessis- Boudet, 23 de maio de 1860. Senhor,   Em minha última carta, eu vos dei um boletim de curas obtidas por meio da medicação da senhorita Godu. Estou sempre na intenção de vos ter ao corrente dos fatos, mas hoje creio mais útil falar-vos de seu modo de tratar. É bom ter as pessoas ao corrente, porque nos vieram de longe doentes que se faziam uma idéia muito falsa desse gênero de medicação, e que se expunham a fazer uma viagem inútil e de pura curiosidade. A senhorita Godu não é sonâmbula; ela nunca consulta à distância, nem mesmo em meu domicílio, senão sob a minha direção e sob o meu controle. Quando estamos de acordo, o que ocorre quase sempre, porque sou capaz de apreciar hoje sua medicação, começamos o tratamento acertado, e a senhorita Godu executa os curativos, prepara as tisanas e age, em uma palavra, como enfermeira, mas enfermeira de elite, e com um zelo sem exemplo, em nossa modesta casa de saúde improvisada. É por um fluido depurador, do qual estaria dotada, que ela obtêm tão preciosos resultados? É pela sua assiduidade nos curativos, ou pela confiança que ela inspira? Enfim, é por um sistema de medicação bem concebido e bem dirigido que ela obtém sucesso? Tais são as três perguntas que, com freqüência, tenho me colocado. Para o momento, não quero entrar na primeira pergunta, porque ela exige um estudo aprofundado, e uma discussão científica de primeira ordem; ela virá mais tarde. Para a segunda pergunta, posso resolvê-la hoje afirmativamente, e nisso a senhorita Godu se encontra nas mesmas condições que todos os médicos, enfermeiros ou operadores que sabem levantar o moral de seus doentes, e inspirar-lhes uma confiança salutar. Quanto à terceira pergunta, não hesito mais em resolvê-la afirmativamente. Adquiri a convicção de que a medicação da senhorita Godu constitui todo um sistema muito metódico. Esse sistema é simples em sua teoria, mas na prática varia ao infinito, e é na aplicação que ele reclama toda a atenção e toda habilidade possíveis. O homem da arte, o mais prático, tem dificuldade em compreender, de início, esse mecanismo e essa série de modificações incessantes em razão do progresso ou do declínio da doença; ele é ofuscado e não compreende senão pouca coisa; mas, com o tempo, facilmente se dá conta dessa medicação e de seus efeitos. Seria muito longo vos enumerar com detalhes, e currente calamo, todo um sistema médico novo para nós, se bem que, sem dúvida, muito antigo com relação à idade dos homens sobre nosso planeta. Eis as bases sobre as quais repousa esse sistema, que sai raramente da medicina revulsiva. A senhorita Godu, na maioria dos casos, aplica um tópico extrativo composto de uma ou duas matérias que se encontram por toda parte, na cabana como no palácio. Esse tópico tem um efeito de tal modo enérgico que se obtêm efeitos incomparavelmente superiores a todos os nossos revulsivos conhecidos, sem disso excetuar o cautério atual e as cauterizações. Algumas vezes se limita à aplicação de vesicatórios, quando um efeito enérgico não é indispensável. A habilidade consiste em proporcionar o remédio ao mal, em manter uma supuração constante e variada, e eis o que se obtém com um ungüento de tal modo simples que não se pode classificá-lo entre os medicamentos. Pode-se assimilá-lo ao cerato simples e mesmo aos cataplasmos, e entretanto esse ungüento produz efeitos firmes e não se pode mais variados: aqui são os sais calcários que se obtêm sobre o emplastro; nos hidrópicos, é a água; nas pessoas com humores, é uma supuração abundante, ora clara e, freqüentemente, espessa; enfim, os efeitos de seu ungüento variam ao infinito por uma causa que não pude ainda apreender, e que, de resto, deve entrar no estudo da primeira pergunta posta. Eis para o exterior; mais tarde, dir-vos-ei uma palavra da medicação interna, que me explico facilmente. Não é necessário acreditar que o mal desapareça como com a mão; é necessário, como sempre, tempo e perseverança para curar radicalmente as doenças rebeldes. Aceitai, etc. MORHÉRY  

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